A Petz e a Cobasi fixaram 2 de janeiro de 2026 como data-alvo para o fechamento da combinação de negócios, sujeito ao cumprimento e/ou à eventual renúncia das condições suspensivas pelos Conselhos de Administração. No desenho societário, a Petz será incorporada pela Cobasi Investimentos, com emissão de 1 ação ordinária e 1 preferencial resgatável para cada ação de Petz; as preferenciais serão imediatamente resgatadas por uma parcela em dinheiro estimada de R$ 270 milhões (corrigida pelo CDI), equivalente a R$ 0,71 por ação preferencial resgatada, e, na sequência, a Cobasi incorporará a Cobasi Investimentos, migrando os acionistas da Petz para a Cobasi na relação de troca estimada de 1:1. Ao final, a Petz torna-se subsidiária integral da Cobasi, as bases acionárias se unificam e, como referência, os atuais acionistas da Petz deterão cerca de 52,6% do capital da Cobasi. O cronograma prevê: último pregão de PETZ3 em 2/1/2026; início de negociação de Cobasi na B3 em 5/1/2026 (novo ticker a definir até 22/12/2025); crédito das novas ações em 7/1/2026; e pagamento da parcela em dinheiro até 23/1/2026. A relação de troca e a parcela em dinheiro ainda poderão sofrer ajustes até o fechamento; frações de ações serão vendidas em leilão e o valor líquido repartido proporcionalmente. No âmbito fiscal, não há retenção para residentes, e o IRRF de não residentes, se aplicável, será recolhido pela Cobasi Investimentos e/ou Cobasi; a Petz divulgará Aviso aos Acionistas com os procedimentos para investidores estrangeiros. O fato relevante também relembra dividendos de R$ 130 milhões pagos em 29/11/2024, com base em 13/11/2024.

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Este marco consolida a etapa regulatória superada com a aprovação do CADE mediante ACC e desinvestimento de 26 lojas em SP, que manteve intocado o racional econômico da transação — ganho de escala para ampliar poder de compra, diluir despesas e recompor competitividade — ao mesmo tempo em que endereçou sobreposições locais. A definição da data-alvo de fechamento dá previsibilidade à execução do carve-out exigido, à checagem final das condições suspensivas e à governança de integração, permitindo desde já planejar a transição de ticker, o agrupamento e venda de frações e a comunicação com acionistas sobre a eventual diferença entre os valores estimados e os verificados na data de fechamento.

Do lado societário e de capital, a companhia vinha preparando o terreno para uma integração sem ruídos, simplificando a base acionária e reforçando disciplina de capital. O cancelamento da totalidade das ações em tesouraria aprovado em 12/dez/2025 eliminou a possibilidade de reemissão de papéis, elevou a clareza sobre métricas por ação e alinhou o Estatuto para a nova fase. Esse arranjo facilita o processamento da incorporação de ações, a verificação de relações de troca, a eventual atualização do capital autorizado e a eleição de conselheiros na AGE da Cobasi, todos passos críticos para a conversão societária descrita no cronograma.

Operacionalmente, a virada de 2025 foi o alicerce que viabilizou a etapa societária agora detalhada. No 3T25 de consolidação operacional e orientação de cronograma (decisão do CADE até início de jan/26), a Petz já combinava avanço de margem via marcas próprias, omnicanalidade madura e geração de caixa robusta com a expectativa regulatória que se confirmou em dezembro. A ancoragem dessa execução aumenta a probabilidade de capturar sinergias de compras e SG&A logo após o closing, sustentar preços mais competitivos e recompor rentabilidade. Para o investidor, os pontos de monitoramento seguem claros: confirmação/renúncia das condições suspensivas pelo Conselho na data de fechamento, execução do desinvestimento no Estado de SP sem dispersão de gestão, verificação final da relação de troca e da parcela em dinheiro, definição do novo ticker e governança da integração no primeiro trimestre pós-fechamento.

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