Em 2 de janeiro de 2026, a Alupar informou que pagará em 6 de janeiro R$ 98.888.060,10 em dividendos, equivalentes a R$ 0,10 por ação ON (ALUP3), R$ 0,10 por PN (ALUP4) e R$ 0,30 por Unit (ALUP11), aos acionistas posicionados em 13/11/2025, conforme deliberação do Conselho de 06/11/2025. Na prática, o pagamento materializa o ciclo iniciado no começo de novembro, quando foram aprovados os dividendos de R$ 98,9 milhões aprovados junto aos resultados do 3T25. Ao converter a aceleração de RAP do ciclo 2025/2026 e as energizações recentes em caixa distribuível, a companhia reforça a disciplina de distribuir com base em contratos de longo prazo e disponibilidade elevada, alavancando marcos como TNE e TECP – Fase I, além da expansão andina.

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O anúncio também confirma a cadência de proventos construída no 2º semestre de 2025. Diferentemente de períodos em que os pagamentos se concentravam na AGO, a Alupar espaçou anúncios e liquidações, alinhando desembolsos ao ramp-up regulatório e à modularização de projetos em São Paulo. Em dezembro, o Conselho aprovou novos proventos com base no balanço de 30/09, com ex a partir de 29/12 e imputação ao dividendo mínimo de 2025, reforçando a previsibilidade da remuneração; dividendos intercalares aprovados em 18/12/2025. Essa sequência — pagamento em outubro, deliberações em novembro e dezembro e liquidação agora em janeiro — ilustra a estratégia de suavizar picos de CAPEX, encurtar o ciclo obra-caixa e sustentar distribuição recorrente mesmo durante a execução.

No pano de fundo, o perfil de crédito e a previsibilidade de caixa seguem como âncoras dessa política. Poucos dias antes deste anúncio, a agência reafirmou ratings nacionais e internacionais com perspectiva estável, reconhecendo a robustez do fluxo regulado, a disponibilidade próxima de 100% e o avanço coordenado das entregas, incluindo a antecipação da TECP e a entrada de ativos no eixo andino; reafirmação de rating da Fitch, com perspectiva estável. Essa leitura de risco é coerente com a estratégia de transformar energizações e reajustes de RAP em proventos, mantendo a alavancagem sob controle e o espaço para crescer no Brasil, Colômbia e Peru.

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