Nesta segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, a Light (LIGT3) comunicou que o Conselho de Administração registrou o recebimento da carta de renúncia de Karla Maciel Dolabella ao cargo de conselheira. O aviso foi feito em atendimento à Resolução CVM 44/2021, com agradecimentos formais assinados pelo diretor-presidente e de RI, Alexandre Nogueira Ferreira. Sem detalhar substituição ou motivos, o fato marca mais um ajuste de governança num período em que a companhia equilibra transição estratégica, execução do plano e obrigações regulatórias, buscando preservar previsibilidade e continuidade das decisões colegiadas.

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O movimento dá continuidade à reorganização institucional necessária para a próxima etapa do Plano de Recuperação Judicial — que inclui capitalização privada e conversão de dívidas — já sinalizada nos resultados do 3T25 e os próximos marcos do PRJ. Naquele capítulo, a companhia destacou a habilitação do aumento de capital após o avanço da concessão e a expectativa de reduzir alavancagem com alongamento de passivos. Uma governança com assentos ajustados à fase de execução tende a acelerar ritos decisórios, especialmente em temas como qualidade de rede, combate a perdas e estrutura de capital, que concentram as alavancas operacionais e financeiras do plano.

Em paralelo, a decisão se insere no ciclo regulatório aberto pela recomendação de prorrogação da concessão pela ANEEL, em 4/nov/2025, que projetou um horizonte de 30 anos para a distribuidora, condicionando desempenho a critérios de qualidade e gestão econômico‑financeira. A extensão proposta exige aderência a metas e reforça a importância de um conselho apto a supervisionar investimentos e controle de perdas, além de acompanhar deliberações com o MME e assinatura do termo aditivo. Assim, ajustes no colegiado ajudam a alinhar competências e foco à janela de decisões críticas que antecede a nova fase contratual.

Por fim, o padrão de transparência observado aqui dialoga com a postura de gestão de riscos e compliance evidenciada nos esclarecimentos à CVM sobre exposição ao Banco Master (21/11/2025). Na ocasião, a Light detalhou fundamentos financeiros e regulatórios para sustentar a ausência de impacto material, reforçando o compromisso com comunicação tempestiva e acurada. Esse fio condutor — governança ativa, resposta regulatória e execução do plano — cria coerência entre eventos societários e a trajetória de derisking, elemento central para restaurar confiança de stakeholders e viabilizar o ciclo de investimentos planejado.

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