A Grendene decidiu antecipar, de forma voluntária, a divulgação do seu Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, em conformidade com a Resolução CVM 193/2023. O primeiro relatório será publicado em 2026 e cobrirá o exercício de 2025, seguindo os Pronunciamentos Técnicos CBPS 01 e 02, alinhados aos padrões internacionais IFRS S1 (sustentabilidade) e IFRS S2 (clima), do ISSB. A iniciativa busca elevar comparabilidade, confiabilidade e alinhamento às expectativas de investidores e reguladores, integrando riscos e oportunidades ESG à gestão empresarial.

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Este movimento consolida a trajetória recente de governança e transparência: a disciplina regulatória já havia se materializado na convocação da AGE de 24/12 para capitalização de reservas e dividendos extraordinários de R$ 980 milhões, quando a companhia estruturou decisões societárias com referência explícita às normas aplicáveis e reforçou a comunicação ao mercado. Ao optar por padrões IFRS S1/S2, a Grendene sinaliza que o disclosure de sustentabilidade passará a dialogar diretamente com a narrativa financeira, permitindo ao investidor conectar riscos e oportunidades materiais às métricas de desempenho e à alocação de capital.

Na mesma linha de execução disciplinada de calendário e processos, a retificação do pagamento dos intercalares para 26/12 mostrou cuidado operacional para evitar ruídos de liquidação e preservar previsibilidade. Essa atenção a marcos e prazos é um pré-requisito para a entrega de relatórios de sustentabilidade aderentes ao ISSB, que exigem governança de dados, trilhas de auditoria e integração entre riscos, metas e planos de transição. Ao antecipar a adoção, a companhia ganha tempo para calibrar controles internos, padronizar métricas e estabelecer cadência de reporte comparável à de países que já seguem o ISSB, reduzindo assimetria informacional e fortalecendo o diálogo com stakeholders.

Do ponto de vista de conteúdo material do futuro relatório, a empresa já vinha indicando vetores que pedem transparência ampliada: os resultados do 3T25, com queda de margens e maior peso do exterior evidenciaram internacionalização, complexidade operacional e exposição a riscos (como tarifas nos EUA) que se conectam a temas de governança e resiliência exigidos pelo IFRS S1, além de impactos indiretos em cadeias e logística relevantes para o IFRS S2. Integrar esses fatores ao relato de 2025 ajudará a explicar como a gestão endereça riscos, oportunidades e metas, fechando o ciclo entre estratégia, execução e prestação de contas em padrões globais.

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