Em 24/12/2025, a Copel informou que a SPX reduziu sua posição e passou a deter 104.528.334 ações ordinárias, equivalentes a cerca de 3,50% do capital ON. A gestora detalhou que as operações recentes envolveram ADRs, aluguéis de ações (44.017.197 ações em aluguel tomado), posição vendida de 168.060 ADRs e posição comprada de 70.765.694 derivativos com liquidação exclusivamente financeira. A SPX afirmou não haver acordo sobre voto ou negociação de valores mobiliários entre os fundos que administra, em linha com as exigências de disclosure da Resolução CVM 44/2021 (alterada pela 60/2022).

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O ajuste de participação acontece no exato momento em que a base acionária da Copel foi padronizada e a liquidez concentrada em um único tipo de ação, após a migração para o Novo Mercado e a negociação exclusivamente em ON concluídas em 22/12/2025. Esse marco de governança tende a facilitar operações de hedge e arbitragem entre ON e ADRs, além de dar mais previsibilidade ao fluxo de empréstimo de papéis (securities lending), sem, por si só, indicar mudança de controle ou de estratégia corporativa. Em termos de mercado, movimentos como o da SPX refletem a reprecificação de risco e a realocação institucional que costumam acompanhar transições societárias relevantes, quando o free float se reordena e a liquidez melhora.

Na véspera da migração, a companhia já havia eliminado fricções processuais ao comunicar o encerramento do recesso e a ratificação da conversão das preferenciais em 19/12, preservando o cronograma de proventos (data‑com em 30/12 e ex em 02/01) e blindando covenants. Esse encadeamento reduziu incertezas jurídicas e operacionais, criou uma base homogênea para investidores locais e estrangeiros e reforçou a cadência de RI, elementos que costumam aumentar a transparência sobre posições relevantes, inclusive quando há uso de instrumentos como ADRs, empréstimos e derivativos cash‑settled, que podem alterar a exposição econômica sem necessariamente impactar o capital votante.

Estruturalmente, a simplificação acionária e o ganho de liquidez formam o pano de fundo para a execução do programa de investimentos 2026–2030 de R$ 17,8 bilhões, em que a companhia prioriza redes mais resilientes, automação e modernização de ativos. Uma base 100% ON, com governança reforçada e custo de capital potencialmente menor, tende a ampliar o universo de investidores qualificados e a estabilidade do book, favorecendo a execução do plano industrial e a disciplina de capital que a Copel vem comunicando ao mercado.

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