Em 19/12/2025, a Copel informou o encerramento do prazo legal (18/11 a 18/12) para exercício do direito de retirada pelos preferencialistas dissidentes da assembleia especial de 17/11. No período, houve recesso de apenas 738 PNA, ao valor de R$ 8,6467556201 por ação (R$ 6.381,21 no total), com reembolso pago em 19/12. A AGESP ratificou a conversão mandatória de todas as PNA em uma nova ON e uma PNC resgatável por cada PNA, e a companhia decidiu não convocar assembleia para reconsideração (art. 137, §3º), nem houve pedido de balanço especial. A Copel também rerratificou os proventos: JCP de R$ 1,1 bi com pagamento em 19/01/2026 e dividendos de R$ 1,35 bi até 30/06/2026; por ação ON, R$ 0,37041630274 (JCP, tributável) e R$ 0,45460182609 (dividendos). A data‑com é 30/12/2025 e a data‑ex, 02/01/2026.

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O desfecho do recesso — com valor irrisório e sem impactos na agenda — consolida a sequência processual que blindou covenants e organizou a base para a migração ao Novo Mercado, em linha com o cronograma e waivers da Unificação PN confirmados em 04/11. A ausência de balanço especial, somada à não convocação de assembleia para reconsideração, reduz atrito jurídico e preserva previsibilidade de caixa. Ao usar a PNC como ponte transitória rumo ao capital 100% ON, a companhia encerra uma etapa crítica da simplificação acionária com mínima fricção financeira, sinalizando foco em custo de capital e continuidade operacional.

Do ponto de vista de remuneração, a manutenção do calendário reforça o pipeline de proventos comunicado durante a janela societária. A decisão atual amarra a etapa societária ao fluxo de caixa do início de 2026 e reconfirma a distribuição de JCP de R$ 1,1 bi aprovada em 18/11/2025, com datas já harmonizadas (data‑com em 30/12 e ex a partir de 02/01). Esse encadeamento preserva a disciplina financeira, evita sobreposição com atos societários e oferece visibilidade ao investidor quanto a montantes, tributação e cronograma. Além disso, evidencia a tese de governança que prioriza previsibilidade regulatória e proteção de covenants enquanto a estrutura de capital é simplificada, mantendo alinhadas as decisões de payout e a trajetória de redução de risco corporativo. Como próximo capítulo dessa mesma lógica de previsibilidade, o anúncio de dividendos de R$ 1,35 bi aprovados em 10/12/2025 completa o desenho de remuneração do período, sinalizando equilíbrio entre retorno ao acionista e estabilidade financeira durante a conclusão da migração ao Novo Mercado.

Em síntese, o recesso residual, a conversão PN sem reabertura de deliberação e o cronograma de proventos mantido mostram uma empresa que executa a agenda societária com baixo ruído, preserva caixa e ancora a tese de custo de capital menor. Para o investidor, o caso combina governança fortalecida, previsibilidade de payout e preparação para um 2026 com base acionária padronizada e maior liquidez.

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