Em 22/12/2025, a Copel concluiu a migração para o Novo Mercado da B3 e passa a negociar exclusivamente ações ordinárias sob o código CPLE3. O movimento eleva o padrão de governança, concentra a liquidez em um único tipo de ação e reforça os direitos dos investidores, elementos associados a menor custo de capital e a uma base acionária mais estável. Ao consolidar uma estrutura societária simples e transparente, a companhia busca ampliar a atratividade de longo prazo e a previsibilidade para executar seu plano industrial e financeiro.
Este marco não é um ato isolado: consolida a estratégia societária desenhada no segundo semestre, quando a empresa antecipou etapas críticas, como a padronização das preferenciais e a proteção contratual junto a credores. Esse arranjo ganhou tração com os cronograma e waivers da Unificação PN confirmados em 04/11, que blindaram covenants, reduziram fricções operacionais e permitiram que a deliberação dos preferencialistas ocorresse em base homogênea. A partir daí, a Copel manteve uma cadência de execução que combinou previsibilidade jurídica, comunicação de RI e disciplina de capital, criando as condições para uma transição ao capital 100% ON sem ruídos relevantes e com continuidade operacional.
Na reta final do processo, a etapa derradeira foi marcada pelo encerramento do recesso e ratificação da conversão mandatória em 19/12, com valor de reembolso irrisório e sem necessidade de nova assembleia. O uso transitório da PNC como ponte para o resgate e a padronização em ON minimizou atritos financeiros, preservou caixa e reforçou a mensagem de governança orientada a previsibilidade. Ao concluir a conversão com baixa fricção e manter o calendário de proventos, a companhia sinalizou ao mercado que a simplificação do capital não comprometeria a estabilidade de curto prazo nem a execução do ciclo operacional.
Com a migração efetivada, a tese econômica por trás do Novo Mercado fica mais clara: reduzir o custo de capital, ampliar o free float qualificado e sustentar uma combinação equilibrada entre investimento e remuneração. Essa ambição conversa diretamente com o plano industrial da companhia para os próximos anos, que prioriza redes mais resilientes, automação, modernização de ativos e eficiência em negócios regulados — pilares que embasam o programa de investimentos 2026–2030 de R$ 17,8 bi. Ao ancorar esse ciclo em governança robusta e previsibilidade jurídica, a Copel busca acelerar a captura de valor em distribuição e transmissão, ao mesmo tempo em que preserva disciplina de caixa e sinaliza uma base mais líquida e padronizada para 2026.







