O Banco Mercantil comunicou a celebração de um compromisso de lock-up por 180 dias, firmado por acionistas do bloco de controle e membros da Administração. Pelo acordo, os signatários não poderão vender, doar, emprestar ou conceder direitos sobre ações e instrumentos conversíveis, nem resgatar quotas do MB AÇÕES Mercantil do Brasil FIA durante o período. A carta prevê ajustes em eventos societários (como desdobramentos e bonificações), exceções específicas (transferências a afiliadas com assunção de obrigações, cessão de preferência em aumento de capital e garantias, inclusive alienação fiduciária) e execução específica em caso de descumprimento, além de ser arquivada nos termos do art. 118 da Lei das S.A. O lock-up é apresentado em atenção à Resolução CVM 80 e não substitui o acordo de acionistas de 6 de maio de 2022, que permanece vigente.

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Este movimento operacionaliza e dá continuidade ao aumento de capital privado aprovado em 23 de dezembro, que já previa lock-up de 180 dias. Ao atrelar controladores e administradores a uma janela de inalienabilidade, o banco estabiliza a base durante a subscrição com direito de preferência, reduz volatilidade na formação de preço, desincentiva arbitragem entre oferta e mercado secundário e protege a execução do cronograma até a liquidação. O desenho também conversa com a decisão de encerrar litígios tributários via pagamento à vista, ao ancorar a recomposição de capital e minimizar ruídos de mercado enquanto os recursos entram.

Em governança, a medida reforça o alinhamento de longo prazo e se conecta ao Plano de Outorga de Ações Restritas aprovado em 26 de novembro de 2025. Juntos, lock-up e remuneração em ações criam incentivos para que a administração foque na entrega operacional e na disciplina prudencial, mitigando riscos de execução em um ciclo de expansão orgânica. Com uma base acionária estável e metas atreladas à performance, a companhia tende a preservar o custo de capital, reduzir assimetrias entre insiders e mercado e sustentar a retenção de talentos durante a fase de captação e crescimento.

Do ponto de vista operacional, o lock-up atua como ponte entre a agenda de capital e a ambição de escala. Os resultado recorde do 3T25, que consolidou a estratégia de ganho de escala com risco controlado, já indicavam capacidade de originação e funding proprietário consistentes. Ao blindar a janela da oferta e evitar pressões técnicas de curto prazo, o banco preserva a coerência entre expansão multicanal, solvência e qualidade de crédito — condições necessárias para a próxima etapa do plano, mantendo o foco no público 50+ e na eficiência de capital.

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