Na terça-feira, 23 de dezembro de 2025, James Eduardo Bellini comunicou a aquisição de ações ordinárias da Marcopolo (POMO3, POMO4), passando a deter 20.971.364 ONs, equivalentes a 5,1% das ordinárias. No documento enviado ao Diretor de Relações com Investidores, Pablo Freitas Motta, sob o título “Aquisição de Participação Relevante”, o acionista afirmou que as compras não visam alterar a composição do bloco de controle (Bellpart Participações Ltda., James Eduardo Bellini, Mauro Gilberto Bellini e Paulo Alexander Pacheco Bellini) e que o objetivo é elevar o fluxo de proventos. O comunicado foi subscrito por James Eduardo Bellini.
O movimento dá continuidade à disciplina de capital e à previsibilidade de retornos que a companhia vem reforçando; dias antes, foi aprovada a bonificação de 10% aprovada em 19/12/2025, com direitos a partir de 29/12/2025. Em termos econômicos, a bonificação é neutra para o caixa, mas amplia o número de ações em circulação e tende a melhorar a liquidez, sinalizando estabilidade societária. Para um acionista focado em proventos, ampliar a base de ações em uma fase de previsibilidade de distribuição e de eventos societários bem comunicados pode aumentar o montante absoluto recebido ao longo do ciclo, sem alterar o equilíbrio do controle, como reiterado no aviso. Nesse encadeamento, o racional conversa diretamente com a distribuição de dividendos e JCP anunciada em 17/11/2025, que consolidou a política de retornos e ancorou um calendário claro de crédito e pagamento, favorecendo quem busca previsibilidade de cash flow acionário.
Mais importante, o apetite por proventos está respaldado por execução operacional e balanço leve, que alimentam reservas e sustentam um payout sustentável. No terceiro trimestre, a companhia reportou avanço de margens, forte tração em exportações e ROIC elevado, criando condições para remunerar o acionista sem comprometer projetos de crescimento e internacionalização. Esse pano de fundo, evidenciado no resultado do 3T25, com lucro de R$ 329,6 milhões e margens elevadas, ajuda a explicar por que a agenda de retornos vem se mantendo consistente e por que movimentos de reforço de posição podem ocorrer sem intenção de influenciar a administração, preservando governança e horizonte de longo prazo.







