Nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, a Construtora Tenda (TEND3) informou a alteração do seu Calendário de Eventos Corporativos, postergando as divulgações e apresentações públicas de resultados: 4T25 para 05 e 06 de março de 2026; 1T26 para 05 e 06 de maio de 2026; 2T26 para 04 e 05 de agosto de 2026; e 3T26 para 04 e 05 de novembro de 2026. O ajuste foi comunicado nos termos do parágrafo único do artigo 29 do Regulamento do Novo Mercado. A companhia reforçou que o calendário atualizado está disponível nos sites da CVM, B3 e da própria Tenda, e o comunicado é assinado por Luiz Mauricio de Garcia Paula, CFO e DRI.
Em termos de governança e relacionamento com o mercado, a postergação é um ajuste formal de calendário que preserva previsibilidade e concentra divulgações no início de cada mês de referência, em linha com as práticas do Novo Mercado. Ela também dá sequência ao padrão de comunicação pública adotado neste ano, como a agenda 100% aberta em 8/11, aderente à CVM 44/80. Ao delimitar com antecedência as datas de release e de apresentações, a companhia reduz assimetrias de informação, organiza janelas de silêncio e facilita a preparação de analistas e investidores para aferição de KPIs operacionais e financeiros, sem alterar a dinâmica de controle ou o fluxo regular de divulgações.
Do ponto de vista estratégico, o novo cronograma oferece marcos objetivos para o acompanhamento das entregas de 2026. Em especial, ele permite checar, trimestre a trimestre, a execução das metas de margem do core, de geração de caixa e a curva de ajuste da Alea, conforme o guidance para 2026 apresentado em 12/12. As datas do 2T26, por exemplo, coincidem com a fase em que a administração planeja concluir a verticalização da Alea, o que torna a chamada de agosto um checkpoint relevante. A programação antecipada também melhora o agendamento de roadshows pós-divulgação e a comparabilidade entre pares do setor, reforçando a análise de tendências.
Para calibrar expectativas até lá, vale lembrar que a companhia encerrou o ciclo recente com uma base forte: os resultados recordes do 3T25 trouxeram lucro robusto, receita e EBITDA máximos, geração recorrente de caixa e margem elevada no core. Com o 4T25 agora marcado para março, o mercado terá um primeiro teste de recorrência da virada operacional e um ponto de comparação direto com as ambições de 2026, num calendário que privilegia previsibilidade e transparência.







