Nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, a Gerdau concluiu o Programa de Recompra 2025, adquirindo 1,5 milhão de ações ordinárias (GGBR3) a preço médio de R$ 15,65 e 63,0 milhões de preferenciais (GGBR4/ADRs) a R$ 16,27, totalizando 100% do plano. O programa havia sido divulgado por Fato Relevante em 20 de janeiro de 2025. O comunicado, datado de São Paulo, é assinado por Rafael Dorneles Japur, Diretor Vice-Presidente e Diretor de Relações com Investidores. A conclusão reforça a estratégia de otimização da estrutura de capital, com foco em elevar métricas por ação e manter disciplina financeira no ciclo siderúrgico.

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Este encerramento consolida a execução que a companhia vinha sinalizando ao longo do ano. Já no 3º trimestre, a administração registrara avanço material, com a recompra de 56,8 milhões de ações (88% do Programa de Recompra 2025) reportada no 3T25. Ao atingir 100% do programa, a Gerdau reforça a estratégia de aumento de métricas por ação, reduz a base circulante e preserva a coerência com sua agenda de disciplina de capital e foco em retorno sobre o capital investido, sem desviar do cronograma de investimentos anunciado para o ciclo. Além do efeito direto sobre o free float, a conclusão da recompra se integra a medidas societárias que traduzem essa mesma lógica de geração de valor por ação, como ajustes no número de ações e otimização do estatuto societário, buscando refletir no capital social os movimentos de mercado executados pela administração. Essa coerência já havia ficado evidente no cancelamento de ações aprovado em 30 de outubro de 2025, derivado da própria recompra, sem redução do capital, sinalizando compromisso com eficiência do capital e previsibilidade de retorno.

Do lado financeiro, a recomposição da estrutura de capital caminhou pari passu com a redução do custo de dívida, de modo a manter a alavancagem em patamar confortável mesmo em um setor cíclico. Em 2025, a companhia combinou geração de caixa, moderação de CAPEX a partir de 2026 e movimentos que diminuem a exposição a juros em dólar, criando folga para sustentar dividendos e recompras sem comprometer competitividade. Esse arranjo ficou particularmente claro com a liquidação do resgate antecipado dos bonds 2030 realizada em 2 de dezembro, etapa que encerrou um passivo específico em moeda forte e fortaleceu a narrativa de gestão ativa do balanço, conectando a otimização de passivos à continuidade da remuneração ao acionista.

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