Nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, a Gerdau concluiu a liquidação financeira do resgate antecipado da totalidade dos bonds de 2030 (US$ 500 milhões, cupom de 4,25%), por meio da subsidiária GUSAP III LP, no montante de US$ 509.710.576,46, acrescido de juros até a data, conforme condições contratuais. Este marco representa a conclusão da fase iniciada com o anúncio do resgate antecipado no 3T25, com liquidação prevista para 02/12/2025, e reforça a gestão ativa de passivos: elimina custo de carregamento, simplifica a estrutura de dívida e preserva a alavancagem em patamar confortável para atravessar o ciclo siderúrgico. Em termos estratégicos, a decisão reduz a exposição a juros em dólar e alinha o balanço ao foco em geração de caixa, uma vez que a empresa encerrou o trimestre com 0,81x Dívida Líquida/EBITDA, caixa robusto e cronograma de investimentos calibrado. Ao cumprir o cronograma previamente indicado, a companhia dá previsibilidade ao mercado e sinaliza disciplina na execução.
Esse passo de liability management não ocorre isolado; ele se insere em uma arquitetura de capital que busca equilibrar resiliência financeira e retorno ao acionista. Ao reduzir encargos e volatilidade de passivos, a Gerdau cria espaço para manter a remuneração recorrente sem tensionar o caixa, evidenciando coesão entre estrutura de capital e política de distribuição ao longo de 2025. Nesse contexto, a antecipação do dividendo mínimo obrigatório de 2025 atuou como sinal de previsibilidade de fluxo aos investidores e espelhou o payout aprovado com os resultados do 3º trimestre, reforçando a constância do retorno mesmo em um ambiente de investimentos seletivos.
A mesma lógica de criar valor com disciplina transparece no lado do patrimônio. Ao reduzir dívida e sustentar dividendos, a companhia também vem trabalhando a base acionária para maximizar métricas por ação e elevar a eficiência do capital empregado, sem comprometer a competitividade operacional nem o cronograma de CAPEX moderado para 2026. Esse encadeamento ganhou destaque ao se somar ao cancelamento de ações aprovado em 30 de outubro de 2025, derivado da execução do programa de recompra, movimento que amplia, à margem, a participação de cada ação nos resultados futuros. Em conjunto, a liquidação do bond 2030, a previsibilidade de proventos e a otimização da base de ações compõem uma narrativa de continuidade: disciplina financeira, foco em ROIC e criação de valor ao longo do ciclo.







