Em 18 de dezembro de 2025, a C&A Modas (CEAB3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) referentes ao exercício de 2025, no valor bruto de R$ 158 milhões (R$ 0,52159962 por ação). O montante líquido será de R$ 134,3 milhões (R$ 0,44335967 por ação), considerando 302.914.334 ações ordinárias, excluídas as em tesouraria. O JCP será imputado ao dividendo obrigatório do exercício. Terão direito os acionistas posicionados em 23/12/2025; a partir de 26/12/2025, as ações passam a ser negociadas “ex” JCP. O pagamento ocorrerá em 2026, sem atualização monetária, com retenção de IR na fonte (salvo imunes/isentos, conforme instruções ao BTG Pactual até 23/12/2025).

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Este anúncio sinaliza a conversão de disciplina financeira em retorno ao acionista e consolida a agenda de fortalecimento do balanço observada no liability management concluído em outubro, quando a companhia emitiu a 4ª debênture e pré-pagou R$ 420 milhões com vencimentos de 2026/2027. Ao alongar vencimentos para 2028/2030 e reduzir despesa financeira, a C&A preservou caixa e suavizou amortizações futuras. Isso cria lastro para remunerar acionistas sem comprometer o plano “Energia C&A” 2024–2026, que foca em produtividade por m², analytics e modernização de lojas, convertendo eficiência de capital em capacidade de distribuir JCP com previsibilidade e sem pressionar a alavancagem operacional ou o cronograma de investimentos. A visibilidade de funding também decorre da qualidade de demanda e do preço obtidos no bookbuilding da 4ª emissão, com spreads de DI+0,80%/1,00% e rating AA-(bra), que reduziram o custo de capital e ajudaram a viabilizar uma política de remuneração mais consistente.

Diferentemente do início do ciclo 2024–2025, quando a prioridade estava em preservar caixa e redesenhar o perfil da dívida, a decisão de pagar JCP ainda em 2025 indica uma etapa de maturação: o ganho de fôlego financeiro começa a se refletir em payout, mantendo a coerência entre execução operacional e disciplina de capital. Para 2026, o foco do investidor deve ser a confirmação do cronograma de pagamento, a evolução do custo médio da dívida e a captura de produtividade por m² e margens, pilares que sustentam a continuidade dessa trajetória de retorno ao acionista.

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