Em 18 de dezembro de 2025, a Desktop (DESK3) aprovou dividendos intercalares de R$ 11,872 milhões, equivalentes a R$ 0,10238618131 por ação. Farão jus os acionistas posicionados no fechamento do pregão da B3 em 18/12/2025; as ações passam a ser negociadas ex-dividendos em 19/12/2025. O pagamento será em 6/1/2026, isento de IR conforme a Lei 9.249/1995. O crédito ocorrerá via BTG Pactual, escriturador da companhia; investidores com dados cadastrais incompletos devem atualizá-los para viabilizar o recebimento.
Este anúncio se apoia em um 2025 de geração de caixa e maior previsibilidade financeira. A base para a distribuição está no balanço de 30/9/2025 e dialoga com os resultados do 3T25, quando a companhia reportou EBITDA ajustado de R$ 164 milhões (margem de 53%) e alavancagem de 2,35x. Naquele trimestre, a disciplina de CAPEX (28% da receita), o salto de FCO+CAPEX e o reforço de caixa criaram espaço para equilibrar investimento e retorno ao acionista. Em termos de qualidade de resultados, a redução do custo médio da dívida via pré-pagamento da 6ª emissão já indicava queda de despesa financeira à frente, condição típica para viabilizar proventos sem comprometer o ciclo de expansão.
Do lado do passivo, o movimento dá continuidade à reorganização de funding que ancorou o ano. A conclusão do bookbuilding da 9ª emissão de debêntures em outubro, com recursos de R$ 800 milhões indexados ao IPCA e vencimento em 2032 alongou prazos, reduziu a sensibilidade ao CDI e casou passivos de longo prazo com ativos de infraestrutura (XGS-PON, Wi‑Fi 6). Esse desenho tende a suavizar a volatilidade de caixa e sustenta a capacidade de investir e, ao mesmo tempo, remunerar o acionista de forma mais previsível, reforçando a coerência entre geração operacional, estrutura de capital e política de distribuição.
Sob a ótica de governança e alinhamento, a decisão de pagar dividendos também conversa com a arquitetura de incentivos da gestão ao longo de 2025. O aumento de capital por opções aprovado em novembro, com diluição de 0,05% e foco em alinhamento de incentivos reforçou o compromisso com eficiência e retorno sobre o capital investido. Em conjunto, a combinação de funding estável, execução operacional e incentivos de longo prazo forma uma trajetória consistente: menos volatilidade financeira, disciplina de crescimento e capacidade de converter resultados em caixa distribuível sem sacrificar o projeto de rede até 2032.







