São Paulo, 23 de outubro de 2025 — A Desktop concluiu o bookbuilding da 9ª emissão de debêntures simples incentivadas, total de R$ 800 milhões (800 mil títulos de R$ 1.000). A taxa foi fixada em 8,1215% a.a. (base 252). Apesar da possibilidade de ampliar em até 25% a oferta, a companhia manteve o volume inicial e, como não houve excesso de demanda superior a um terço, será permitida a colocação a pessoas vinculadas, conforme a Resolução CVM 160. As debêntures, código ISIN BRDESKDBS079, receberam rating brA+ pela S&P; XP é coordenador-líder, com BTG e UBS BB como coordenadores e a Vórtx como agente fiduciário. Os recursos, nos termos da Lei 12.431 e do Decreto 11.964, serão destinados ao reembolso de gastos elegíveis e a investimentos em projeto de telecom: expansão e modernização de redes de transporte e acesso, data center e infraestrutura, com Wi‑Fi 6 e evolução para XGS‑PON (até 10 Gbps).

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O projeto teve início em 10/10/2023, está em execução e tem conclusão estimada em 31/12/2032, com expectativa de atuar em mais de 200 municípios de São Paulo e elevar em 50% a base de assinantes até 2032. Com necessidade total estimada de R$ 1 bilhão, a emissão de R$ 800 milhões captura a maior parcela do funding sob a estrutura de debêntures incentivadas, sujeitas a restrições de revenda e registro automático. Este movimento consolida a virada de liability management em 2025 — alongando prazos, diversificando do CDI para o IPCA e buscando eficiência de custo — já sinalizada na 9ª emissão aprovada em setembro, com foco em indexador IPCA, duration até 2032 e elegibilidade 12.431. Ao casar passivos de longo prazo com ativos de infraestrutura, a Desktop reduz a volatilidade financeira e sustenta o ciclo de investimentos sem depender de captações de curto prazo. Além disso, a manutenção do lote base, sem uso do adicional de 25%, sinaliza disciplina de capital no equilíbrio entre crescimento e custo do passivo, enquanto a taxa definida via bookbuilding reflete as condições de mercado e o perfil de risco do papel.

Do ponto de vista estratégico, o fortalecimento do balanço e a previsibilidade do serviço da dívida ampliam a opcionalidade para movimentos inorgânicos e parcerias. Isso dialoga com a confirmação de conversas preliminares e não vinculantes com a Claro informada no início de outubro, quando a empresa ressaltou que uma estrutura de capital mais estável aumenta o grau de liberdade para avaliar combinações sem abrir mão da disciplina. Em síntese, a conclusão do bookbuilding não apenas financia a próxima etapa do projeto de redes como também reforça a coerência entre financiamento de longo prazo e a estratégia comercial (ofertas de maior velocidade e cobertura), criando base para capturar crescimento de assinantes com retorno ajustado ao risco.

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