Em 18/12/2025, a Cogna (COGN3) aprovou dois dividendos intermediários — R$ 120 mi (R$ 0,06614591210/ação) a ser pago em 13/02/2026 e R$ 88,1 mi (R$ 0,04858806025/ação) a ser pago em 20/12/2028, com possibilidade de antecipação — e uma bonificação de 10% (1 nova ação para cada 10), com data-base em 23/12/2025 e ações ex a partir de 26/12/2025. A operação inclui aumento de capital de R$ 626,9 mi via capitalização de reserva estatutária, estruturado como resposta à mudança no IR (Lei nº 15.270/2025). As ações bonificadas serão creditadas em 30/12/2025; frações poderão ser ajustadas entre 30/12/2025 e 30/01/2026. Com isso, o capital social passa a R$ 8,29 bi (2,064 bi de ações), e os proventos são imputados ao dividendo obrigatório e isentos de IR conforme a Lei nº 9.249/1995.
Este anúncio consolida a virada financeira e o uso disciplinado de caixa já evidenciados nos resultados do 3T25, quando a companhia reverteu prejuízos, reduziu a alavancagem para 1,11x e reforçou a disciplina de capital. Ao dividir o retorno em duas janelas (2026 e 2028) e combinar dividendos com bonificação via capitalização de reservas, a Cogna equilibra remuneração ao acionista com preservação de liquidez para o ciclo operacional do setor e a execução de prioridades estratégicas. A resposta à mudança tributária, mantendo isenção aos acionistas e sem impacto relevante nas operações, sinaliza pragmatismo na alocação de capital e continuidade de uma política de retorno condicionada à geração de caixa.
Além disso, a decisão conversa com a simplificação societária e a busca por maior conversão de caixa após a etapa principal da Tender Offer da Vasta concluída em 11/12/2025, abrindo caminho para o desliste e a redução de custos de companhia aberta no exterior. Ao reduzir fricções e despesas regulatórias em dólar, a empresa tende a fortalecer a base de geração de caixa que sustenta medidas como dividendos e bonificação, reforçando a coerência entre simplificação do perímetro e disciplina de capital demonstrada ao longo de 2025.







