A Cogna reportou lucro líquido de R$ 191,6 mi no 3T25, receita líquida de R$ 1,523 bi e EBITDA recorrente de R$ 422,7 mi, com margem de 27,7%. Em relação ao 3T24, reverteu prejuízo de R$ 29,1 mi e avançou 18,9% em receita, ainda com redução de 2,3 p.p. na margem. A geração de caixa livre foi de R$ 300,1 mi, a dívida líquida caiu para R$ 2,6 bi e a alavancagem chegou a 1,11x, a menor em 28 trimestres. Kroton liderou a expansão, enquanto a Vasta e a Saber também cresceram; a captação total de graduação subiu 7,1% e o ticket médio avançou 11,7%.

Continua após o anúncio

Os números consolidam a virada operacional com disciplina de capital e fortalecem a execução da simplificação societária e da captura de sinergias com a Vasta, subsidiária de educação básica listada na Nasdaq. Essa frente ganhou clareza no Fato Relevante de 15 de setembro que anunciou a Tender Offer e o racional de simplificação societária. Com caixa robusto e menor alavancagem, a companhia sustenta o avanço do processo, reiterado no 3T25, inclusive com a postergação do prazo da oferta até 9 de dezembro por conta do shutdown nos EUA. Em paralelo, a estratégia de alocação seletiva aparece na aquisição da Faculdade de Medicina de Dourados e no crescimento da Kroton, puxado pelo presencial, compondo um ciclo que alterna eficiência e expansão de alto retorno.

Esse movimento dá continuidade ao marco operacional da Tender Offer iniciada em 17 de setembro, que busca deslistar a Vasta da Nasdaq, reduzir custos regulatórios em dólar e simplificar a governança do grupo. Ao conectar o novo ciclo comercial da Vasta no 4T com o PNLD na Saber e a tração da Kroton, o 3T25 sinaliza que a combinação de geração de caixa, desalavancagem e simplificação societária está sendo convertida em crescimento sustentável e maior retorno sobre capital.

Publicidade
Tags:
CognaCOGN3