Casas Bahia (BHIA3) obteve hoje duas aprovações centrais no seu plano de reequilíbrio: a AGE ampliou o limite de capital autorizado para que o Conselho possa elevar o capital social até R$ 13,25 bilhões, e as AGDs da 10ª emissão validaram o reperfilamento com vencimento único em 28/11/2050, remuneração de 100% do DI paga no vencimento, além da exclusão de eventos de resgate antecipado e das garantias reais. As deliberações das AGDs ficam condicionadas à liquidação da oferta da 11ª emissão. Esse passo consolida a continuidade do pacote societário e de liability management iniciado com o aumento do capital autorizado e o reperfilamento da 10ª emissão submetidos em 25/11, ao dar ao Conselho optionalidade para executar soluções de capital de forma ágil conforme a evolução de mercado e dos quóruns de debenturistas.

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Na prática, alongar o passivo da 10ª até 2050 e simplificar gatilhos e garantias reduz risco de refinanciamento, concentra saídas de caixa no longo prazo e prepara o terreno para a ponte com a 11ª emissão. Como o próprio comunicado ressalta, a eficácia dessas mudanças depende da liquidação da nova oferta — que combina séries não conversíveis (para alongamento) e séries conversíveis (para um trilho de equitização ordenada), com prioridade aos atuais acionistas e possibilidade de dação de debêntures da 10ª. É a execução do desenho já detalhado no protocolo de registro automático da 11ª emissão, que integra alongamento e conversões em janelas, preservando liquidez no curto prazo e criando mecanismos para acelerar a desalavancagem ao longo de 2026/2027.

O encadeamento de decisões também dialoga com a necessidade de normalizar o “custo do dinheiro”. No 3T25, apesar da melhora operacional e do caixa livre positivo, o resultado ainda foi pressionado pelo financeiro, o que levou a companhia a iniciar conversões e alongamentos na própria 10ª emissão e a abrir novos canais de funding (FIDCs). As medidas aprovadas hoje são um novo capítulo dessa trajetória: elas dão previsibilidade de liquidez, desafogam o curto prazo e mantêm opcionalidade de capital dentro de um plano integrado de desalavancagem e execução comercial, em linha com a pressão do resultado financeiro e o pacote de liability management reportados no 3T25.

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