Em 15 de dezembro de 2025, a Orizon aprovou a Política de Não Retaliação (POL‑GCO‑015 Rev00), que protege denunciantes de boa-fé, veda represálias como assédio, ameaça, alterações contratuais ou demissão, e aplica-se a empregados, estagiários, cargos de confiança e terceiros — consultores, fornecedores e parceiros, inclusive controladas e coligadas. A norma garante sigilo de identidades, investigações independentes e céleres pela Área de Compliance, canal de ética seguro e treinamento recorrente; violações podem levar de advertência a demissão por justa causa e rescisão contratual. O movimento dá continuidade e aprofunda o arcabouço de governança construído com a Política de Conflito de Interesse e Relacionamentos (agosto/25), que instituiu regras objetivas sobre nepotismo, reporte obrigatório e sanções, criando trilhos para decisões isentas.
Estratégicamente, a proteção a denunciantes consolida a cultura speak up necessária em um ciclo de expansão com maior exposição a cadeias de suprimento e órgãos reguladores. Diferentemente de um cenário operacional estável, a combinação de ramp-up do biometano, obras da URE de Barueri e integrações de ativos exige controles que antecipem desvios e preservem a reputação, além de sustentar a confiança de credores. Essa necessidade ficou explícita no 3T25, quando a companhia operou com pico de capex, otimizou a dívida via debêntures e avançou em M&A para fortalecer Ecoparques e Transição Energética. Ao blindar quem reporta irregularidades e disciplinar respostas a retaliações, a Orizon mitiga riscos trabalhistas e de integridade em contratações e integrações, alinhando governança à complexidade do plano de investimentos e ao relacionamento com stakeholders.







