Em 15 de dezembro de 2025, a Rede D’Or São Luiz (RDOR3) encerrou o 2º Programa de Recompra com a aquisição de 18.265.000 ações ordinárias, a um preço médio de R$ 27,37 (equivalente a 0,80% do capital), mantendo os papéis em tesouraria para eventual cancelamento ou alienação. Na mesma data, o Conselho aprovou o 3º Programa, com autorização para recomprar até 20.000.000 de ações, limitado a R$ 1 bilhão, por até 12 meses (16/12/2025 a 15/12/2026), observando a Resolução CVM 77/22 e o teto de menos de 10% do free float considerando as ações já em tesouraria. As operações serão intermediadas por Bradesco, BTG Pactual e Itaú, com uso de reservas de lucros e de capital, e cronograma definido pela diretoria estatutária — um passo que reforça a agenda de retorno ao acionista vista na distribuição recorde de JCP e dividendos aprovada em dezembro de 2025.

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Estratégicamente, o 3º programa consolida a disciplina de alocação: limita o desembolso (R$ 1 bi), mantém a alavancagem sob controle e preserva opcionalidade para calibrar o ritmo das recompras conforme preço e liquidez, além de permitir uso tático das ações em tesouraria (cancelar para elevar EPS ou alienar em janelas oportunas). A diretriz de manter o limite abaixo de 10% do float dialoga com governança e prudência regulatória, enquanto o funding por reservas evita pressão sobre caixa operacional. Essa capacidade de execução está ancorada na sólida geração de caixa e no ganho de eficiência recente, como evidenciado pela aceleração operacional, margens mais fortes e desalavancagem reportadas no 3T25.

Ao mesmo tempo, a recompra atual não ocorre isoladamente: ela dá continuidade a um ciclo que combina reciclagem de portfólio, foco em ativos core e retorno consistente ao acionista. A venda de ativos não estratégicos ao longo do ano ampliou a flexibilidade financeira e reduziu complexidade societária, preparando terreno para programas de recompra sem desancorar métricas de crédito. Esse encadeamento — desinvestir o que não é core, recompor opcionalidade e devolver capital — ficou claro com a alienação da participação na GSH consumada em 31/10/2025, reforçando a narrativa de disciplina e criação de valor recorrente.

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