No 3T25, a Rede D’Or São Luiz entregou aceleração operacional com lucro líquido de R$ 1,46 bi (+19,8% a/a), EBITDA de R$ 2,89 bi (+15,6% a/a) e receita líquida de R$ 14,58 bi (+10,4% a/a). A visão gerencial aponta margem EBITDA de 19,8% e lucro antes do IR de R$ 1,79 bi, sustentados por volumes fortes em hospitais e oncologia: ocupação de 81,6% (+3,0 p.p.), 783,8 mil pacientes-dia (+10,1%) e 156,9 mil cirurgias (+21,3%). Em oncologia, a receita avançou 28,1% a/a, com ticket médio +10,4%. Na SulAmérica, a receita cresceu 10,8% a/a, a sinistralidade caiu 2,0 p.p. para 80,1% e o EBITDA ajustado (incluindo resultado financeiro dos ativos vinculados) alcançou R$ 1,02 bi. A combinação de 79 hospitais, 10.443 leitos operacionais, alavancagem em 1,54x e ROIC de 27,4% sinaliza eficiência de capital, enquanto o programa orgânico soma 3.203 leitos previstos até 2028. Os números gerenciais não incorporam IFRS 17, com reconciliação nos anexos.
Este desempenho consolida a capacidade de investir e remunerar o acionista ancorada na disciplina de alocação de capital evidenciada no JCP de R$ 500 milhões aprovado em 18/9/2025 e no reforço de funding via debêntures AAA. A evolução de 1,65x para 1,54x dívida líquida/EBITDA, a geração de caixa operacional de R$ 6,0 bi no 9M25 (+22,6% a/a) e a queda de sinistralidade na SulAmérica fortalecem a tese de que a integração do ecossistema (hospitais + gestor de saúde) está convertendo eficiência em margens e caixa. Com isso, a empresa mantém espaço para acelerar o pipeline de 3.203 leitos — combinando 2.448 projetos brownfield, de menor consumo de capital por leito, com 755 greenfields — sem pressionar a alavancagem, ao mesmo tempo em que captura demanda de alta complexidade e monetiza o mix cirúrgico.
No front estratégico, a expansão orgânica e o avanço de volumes caminham em linha com a estratégia de consolidação seletiva e parcerias regionais, que privilegia integração operacional e uso eficiente de capital. Esse posicionamento conversa com a preferência por estruturas de parceria e disciplina de preço reafirmadas em 21/10/2025, ao manter um pipeline ativo sem comprometer capital em processos imaturos. Na prática, o 3T25 mostra que a companhia tem conseguido elevar ocupação, ampliar o mix de procedimentos e capturar sinergias com a base de 5,7 milhões de beneficiários, ao mesmo tempo em que preserva opcionalidade para movimentos inorgânicos de menor risco de integração e maior aderência regional.
Por fim, a geração de caixa robusta e a alavancagem contida são reforçadas pela reciclagem de portfólio, ampliando foco nos ativos core. Esse movimento ficou claro com a alienação da participação na GSH Corp consumada em 31/10/2025, que reduz complexidade societária e libera capacidade gerencial e financeira para projetos prioritários. Em conjunto, a combinação de desinvestimentos táticos, parcerias e expansão orgânica cria um ciclo virtuoso: ROIC elevado, crescimento com disciplina e flexibilidade para calibrar o ritmo de investimentos conforme a dinâmica de demanda e o custo de capital, consolidando a trajetória iniciada no primeiro semestre e agora refletida nos números do 3T25.







