Nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, a CEMIG informou que pagará em 30/12/2025 a segunda parcela dos proventos do exercício de 2024, no montante de R$ 1.866.716 mil, equivalente a R$ 0,672799748 por ação ON/PN. A remuneração reflete deliberações em 21/03/2024, 18/06/2024, 17/09/2024, 17/12/2024 (JSCP) e 30/04/2025 (dividendos), com calendários “com” e “ex” definidos em cada evento. Sobre os JSCP, haverá retenção de 15% de IR na fonte (salvo isentos). O crédito ocorrerá via Itaú, custodiante das ações nominativas, e, para posições na CBLC, o repasse será feito às corretoras. O comunicado é assinado por Andrea Marques de Almeida, VP de Finanças e RI.
Este pagamento consolida a cadência de remuneração programada e fiscalmente eficiente construída ao longo do ciclo 2024–2025. A companhia já havia sinalizado, em um trimestre operacionalmente pressionado, que manteria previsibilidade ao acionista, como indicado nos resultados do 3T25, quando reforçou disciplina de caixa, uso de JCP e equilíbrio entre capex, alavancagem e payout. A combinação de quatro JCPs e dividendos aprovados previamente assegura uma distribuição mais linear, com calendário estabelecido desde as deliberações originais, reduzindo incerteza sobre datas/valores e favorecendo a leitura de yield recorrente.
A previsibilidade de caixa por trás do cronograma de proventos não nasceu no vácuo: ela é sustentada por alongamento de passivos e funding incentivado que reembolsa capex regulado e baixa o custo financeiro. Esse fio condutor ficou explícito na 14ª emissão de debêntures da Cemig Distribuição sob a Lei 12.431, dedicada a reembolsar investimentos do PDD 2024, o que preserva liquidez operacional e compatibiliza o ciclo de investimentos com a manutenção de um payout estável. Ao transformar capex já executado em dívida de longo prazo com rating elevado, a companhia reduz a necessidade de caixa imediato e protege a política de distribuição, mesmo diante de volatilidades setoriais ou hidrológicas.
Do lado estratégico, a estabilidade da remuneração também dialoga com a curadoria do portfólio: menos ativos subescala, mais foco em projetos com melhor relação risco‑retorno. Esse caminho foi materializado no desinvestimento de usinas de pequeno porte concluído em outubro, que reduz complexidade operacional e libera gestão e Opex para o núcleo competitivo. Ao combinar poda seletiva com modernização de ativos remanescentes e passivos bem casados ao perfil regulado, a CEMIG cria espaço para manter proventos consistentes enquanto executa um plano industrial intensivo em capital.







