Em 10 de dezembro de 2025, a Itaúsa (ITSA3, ITSA4) informou que alcançou a classificação “A” na categoria Mudanças Climáticas do CDP, passando a integrar a “A List” — grupo das 4% melhores empresas avaliadas globalmente. É o patamar mais alto desde 2011, ano do primeiro reporte de suas práticas. O CDP é uma entidade global sem fins lucrativos que opera uma plataforma independente de divulgação ambiental, permitindo que companhias relatem riscos, metas e gestão de impactos climáticos. No comunicado, a holding associa o avanço a compromissos de conduta ética, transparência e ao propósito de atuar como agente de mudança, reforçando que a governança corporativa é a base para a agenda de desenvolvimento sustentável no Brasil. O documento é assinado pelo diretor de RI, Alfredo Egydio Setubal.

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Esse reconhecimento consolida a trajetória de fortalecimento da agenda ESG na holding e não é um ponto isolado. Ao longo de 2025, a empresa tem ampliado transparência e métricas ligadas a clima, governança e capital alocado, movimento coerente com o marco de ter se tornado a primeira holding brasileira presente em um índice global de sustentabilidade. A “nota A” do CDP funciona, assim, como evidência adicional de execução consistente desde a integração pioneira ao DJSI destacada na apresentação de novembro, quando a administração também mapeou a evolução do portfólio e reforçou prioridades de criação de valor de longo prazo com governança ativa.

Do ponto de vista de governança e disciplina financeira, a credibilidade dessa trajetória ESG também se apoia em pilares operacionais: previsibilidade de caixa, gestão prudente do passivo e comunicação clara com o mercado. Esses elementos reduzem volatilidade, viabilizam metas plurianuais e dão sustentação para compromissos climáticos materiais no nível de holding e de investidas, além de mitigar riscos de transição. Ao combinar métricas ambientais mais maduras com um arcabouço financeiro sólido, a Itaúsa reforça alinhamento entre propósito e alocação de capital, sem abrir mão de eficiência. Esse vínculo entre governança e performance fica evidente na gestão ativa de passivos e reafirmação do rating AAA no 3T25, que alongou prazos, reduziu custo de dívida e aumentou previsibilidade do resultado financeiro, reforçando a capacidade de sustentar investimentos e iniciativas climáticas sem pressionar a alavancagem. Em termos de relação com acionistas, a previsibilidade de caixa e a qualidade do resultado permitem que a companhia mantenha uma política de distribuição compatível com a geração, o que eleva accountability, disciplina de capital e confiança do mercado. Essa coerência entre eficiência financeira e compromissos ESG tende a reduzir o desconto da holding em relação ao valor do portfólio ao longo do tempo, à medida que marcos de execução são entregues. Na prática recente, essa disciplina ficou clara com a aprovação de proventos adicionais em 1º de dezembro, que a administração apresentou como parte de uma estratégia de geração sustentada de caixa, gerenciamento do passivo e redução do desconto para o NAV — pilares que também fortalecem a narrativa de longo prazo para metas climáticas e governança.

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