Nesta segunda-feira, 1º de dezembro de 2025, a Itaúsa (ITSA3, ITSA4) aprovou proventos adicionais de R$ 8,7 bilhões com base na posição acionária de 9 de dezembro de 2025: R$ 8,522 bilhões em dividendos, a serem pagos em 19 de dezembro de 2025, e R$ 0,2 bilhão em JCP, com pagamento até 30 de abril de 2026. Os dividendos equivalem a R$ 0,775364 por ação; o JCP a R$ 0,0182 por ação (R$ 0,01547 líquidos). O montante líquido desses proventos é de R$ 8,692 bilhões e, somado aos demais declarados em 2025, totaliza R$ 11,9 bilhões líquidos no ano.

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Este anúncio consolida a estratégia de manutenção de um fluxo robusto de proventos alicerçado em resultado recorrente elevado e custo financeiro em queda, em linha com o lucro recorde no 3T25 e o alongamento do passivo com a 8ª emissão de debêntures. Desde então, a holding preservou alavancagem controlada, ampliou a previsibilidade do resultado financeiro e confirmou a disciplina na remuneração, com LTM de proventos brutos ao redor de R$ 11,1 bilhões e dividend yield de aproximadamente 8,9% à época. A combinação de maior contribuição das investidas, especialmente o Itaú Unibanco, e avanço das participações não financeiras cria base para sustentar pagamentos elevados sem pressionar o balanço, reforçando a perenidade da política de distribuição.

Estratégicamente, proventos nesse patamar também dialogam com a tese de fechamento do desconto da ação para o valor do portfólio. Na apresentação de novembro (9M25) que destacou ROE de 17,9%, portfólio de R$ 170 bilhões e desconto de ~25% ao NAV, a companhia conectou disciplina de distribuição, otimização do passivo e rotação de ativos — incluindo a potencial venda da plataforma aeroportuária no 1S26 — como alavancas de destravamento de valor. A distribuição adicional de dezembro funciona como catalisador dessa narrativa, sinalizando continuidade e coerência entre geração de caixa, política de proventos e objetivo de reduzir o gap para o NAV.

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