Em apresentação institucional nesta segunda-feira (24/11/2025), a Itaúsa reportou lucro líquido recorrente de R$ 12,0 bilhões no acumulado de 9M25 e ROE recorrente de 17,9%. O portfólio somou valor de mercado de R$ 170,0 bilhões, enquanto a ITSA4 valia R$ 128,1 bilhões em 31/10/2025, implicando desconto de 24,6% em relação ao portfólio. A holding reforçou sua posição como a maior de capital aberto no Brasil e primeira holding do país a integrar o índice DJSI. No portfólio, destacou participações em Itaú Unibanco (37,4%), Dexco (37,7%), Alpargatas (29,4%), Aegea (12,8%), Copa Energia (48,9%), NTS (8,5%) e a investida de infraestrutura e mobilidade (10,4%), além de informar valores de mercado indicativos para cada plataforma.
Este resultado consolida a continuidade operacional e financeira observada recentemente e dialoga com o histórico de gestão ativa do passivo e avanço das investidas. Em novembro, a companhia já havia destacado o lucro recorde do trimestre e a redução do custo da dívida via liability management, elementos que ajudam a sustentar o fluxo de proventos e a resiliência do ROE; ver lucro recorde no 3T25 e a gestão ativa de passivos (8ª emissão de debêntures). O desconto ao valor do portfólio permanece em patamar semelhante ao observado naquele momento, sugerindo que a tese de fechamento gradual do gap pode depender da continuidade do desempenho das investidas não financeiras, da execução de rotação de ativos e da perenidade da política de distribuição.
Estruturalmente, a apresentação amarra o ciclo de alocação entre 2017 e 2022 (cerca de R$ 11 bilhões) — com aumentos em NTS, Alpargatas e Copa Energia, entrada em Aegea e a plataforma de infraestrutura e mobilidade — à estratégia de otimização do portfólio, que incluiu desinvestimentos (Itautec, Elekeiroz) e a monetização integral da XP (R$ 9,8 bilhões entre 2021 e 2023). A companhia evidenciou criação de valor com TSR acumulado relevante em NTS, Copa Energia e Aegea e sinalizou governança ativa sobre as participações. Olhando adiante, a potencial venda da plataforma aeroportuária prevista para o 1S26 reforça a disciplina de rotação e a busca de destravamento de valor, ao passo que a administração ressalta que o desconto atual não reflete o fim da ineficiência fiscal. Em conjunto, a narrativa aponta para um portfólio mais enxuto, financeiramente eficiente e com opcionalidade adicional para reduzir o desconto ao NAV conforme marcos de execução se materializem.







