A Mills (MILS3) informou que, a partir de 17 de dezembro de 2025, o BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM será o novo escriturador das ações escriturais, em substituição ao Itaú Corretora, conforme o Art. 12 da Resolução CVM 44. A negociação na B3 segue sem interrupção; apenas os serviços do antigo escriturador ficam suspensos entre 10 e 17/12 (consultas de posição, transferências fora da bolsa, transferência de custódia, atualização cadastral e registro de gravames). Direitos dos acionistas permanecem inalterados, e pagamentos continuarão na mesma conta indicada. A partir da data efetiva, o atendimento aos titulares em ambiente escritural ocorrerá pelo e-mail escrituracao.acao@btgpactual.com; dúvidas adicionais podem ser encaminhadas a ri@mills.com.br.
Estratégicamente, a troca de instituição escrituradora reforça a agenda de governança e de organização da base acionária no 4º tri. Esse processo dialoga com a desvinculação de 20 milhões de ações do Acordo de Acionistas (2 de dezembro de 2025), que criou uma janela ordenada para eventual alienação sem alterar o arranjo de controle. Ao migrar o serviço de escrituração, a companhia sinaliza continuidade na profissionalização dos fluxos operacionais ligados a cadastro, proventos e transferências, buscando eficiência e previsibilidade para acionistas escritural e custodiado. O recado é de estabilidade regulatória e operacional: a mudança é processual, com comunicação prévia, regras claras de transição e preservação de direitos, reforçando boas práticas de RI.
Na mesma linha, a evolução recente da estrutura de capital tem sido acompanhada por maior participação de investidores institucionais, evidenciada pela elevação da participação da Tarpon e da TPE para 15,94% em 5 de dezembro, também comunicada sob a Resolução CVM 44. Esse contexto sugere uma base acionária mais densa e líquida, que demanda processos de escrituração e pagamento de proventos robustos e responsivos. Por isso, a companhia enfatiza que a migração não altera direitos nem o crédito de remunerações: o calendário e as regras seguem intactos, em linha com a distribuição de JCP referente ao 3º tri de 2025, que já vinha consolidando previsibilidade de retorno e disciplina de capital. A leitura integrada desses movimentos indica uma trajetória de governança que alia flexibilidade tática na base acionária a infraestrutura operacional confiável para o investidor.







