Nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, a Mills informou que o FIP Sun (SCG) obteve anuência para desvincular 20.000.000 de ações antes atreladas ao Acordo de Acionistas, liberando-as para eventual alienação em até 120 dias. Caso a venda não ocorra no período, os ônus contratuais são restabelecidos. Após a liberação, permanecem vinculadas 31.556.496 ações (13,48% do capital). Segundo a companhia, os signatários celebrarão aditamento apenas para refletir a desoneração, sem alterar as regras do acordo vigente nem a estrutura de controle. Em termos de mercado, a medida abre uma janela para potencial aumento de free float e liquidez, ao mesmo tempo em que preserva a estabilidade do bloco de controle e dá transparência aos limites contratuais que regem o processo.
Este movimento dá continuidade a uma agenda de governança reforçada ao longo do 2º semestre. A renovação do Conselho anunciada em 3 de novembro de 2025 já havia sinalizado foco na supervisão estratégica e no equilíbrio entre crescimento e disciplina. Ao liberar parte das ações sob as prerrogativas do acordo, a Mills demonstra aderência a mecanismos contratuais e transparência com o mercado, preservando o arranjo de controle enquanto viabiliza um ajuste acionário que pode diluir concentrações sem afetar a capacidade de execução. Para investidores, o recado é de previsibilidade de governança com flexibilidade tática.
Do ponto de vista de fundamentos, a janela de eventual venda ocorre após a aceleração operacional e alongamento de dívida reportados no 3T25, quando a companhia manteve alavancagem estável, elevou a previsibilidade de caixa com contratos de longo prazo e sustentou capex voltado à frota. Esse pano de fundo robusto tende a mitigar a percepção de risco de curto prazo associada a um possível incremento de oferta no secundário, pois a tese operacional segue suportada por margens elevadas e liquidez alongada. Além disso, a distribuição de JCP do 3º tri de 2025 reforçou a disciplina de capital e a previsibilidade de retorno, fatores que costumam sustentar demanda por papel em movimentos de realocação acionária, mantendo a narrativa de maturidade financeira enquanto a base acionária potencialmente se torna mais dispersa.







