Nesta terça-feira, 2 de dezembro de 2025, a CEMIG (CMIG3, CMIG4) informou que sua subsidiária integral, Cemig SIM, concluiu uma reorganização societária com uma subsidiária integral da Comerc Energia S.A. Pelo arranjo, a Cemig SIM passa a deter 100% de 6 usinas fotovoltaicas de geração distribuída (27,0 MWp), enquanto a Comerc deterá, indiretamente, 100% de outras 5 usinas (26,7 MWp). Antes da operação, as empresas detinham, em conjunto, 49% de participação em 11 UFVs que somavam 53,7 MWp. A decisão segue o Planejamento Estratégico da companhia, que privilegia controle integral de ativos e ganhos de eficiência via sinergias comerciais, administrativas e operacionais. Esse passo dá continuidade à curadoria de portfólio e à redução de complexidade que a CEMIG vem perseguindo, em linha com o desinvestimento de usinas de pequeno porte concluído em outubro, quando a empresa reforçou a preferência por escala, padronização e governança direta.
Ao concentrar 100% das UFVs em sua esfera, a Cemig SIM simplifica a tomada de decisão em O&M, negociação de PPAs e eventuais ampliações modulares, reduzindo custos de coordenação típicos de estruturas compartilhadas e acelerando a execução. O rearranjo também melhora a visibilidade sobre riscos e retornos de cada parque, fator crítico em geração distribuída, onde capilaridade e padronização operacional pesam no EBITDA. Essa arrumação societária dialoga com o pilar financeiro do grupo, que vem assegurando recursos de longo prazo a custos competitivos para ativos regulados e renováveis, reforçando a conexão entre funding e execução industrial; exemplo disso é a 11ª emissão de debêntures da Cemig GT sob a Lei 12.431, que inclui implantação de usinas fotovoltaicas. Na prática, controle integral somado a funding aderente aos ativos melhora a captura de sinergias, dá previsibilidade de caixa e sustenta um pipeline de GD escalável, com menor fricção contratual e maior eficiência de Opex.
No eixo operacional, a consolidação de controle nas UFVs tende a reduzir assimetrias entre sócios, elevar confiabilidade, padronizar contratos e sistemas e, por consequência, aprimorar margens ao longo do ciclo. O movimento também preserva foco gerencial e coerência com a política de “otimizar o portfólio com 100% de participação”, criando base para decisões mais ágeis sobre manutenção, tecnologia e eventuais repowering. Essa orientação para eficiência e simplificação já vinha sendo sinalizada na comunicação e nos números recentes; os resultados do 3T25 destacaram a simplificação do portfólio e ganhos de eficiência na distribuição. Em conjunto, a reorganização de hoje e o histórico de rotação de ativos reforçam a narrativa de execução consistente: menos complexidade, mais escala e melhor alinhamento entre estrutura de capital e ativos, com a companhia comprometida em manter o mercado devida e oportunamente informado, conforme as normas da CVM.







