A Unipar aprovou a distribuição de R$ 700 milhões em dividendos, sendo R$ 651,76 milhões como dividendos intermediários à conta da Reserva para Investimentos (com base nas demonstrações de 31/12/2024) e R$ 48,24 milhões como dividendos intercalares com base no lucro acumulado dos 9M25. Têm direito aos proventos os acionistas posicionados em 5 de dezembro de 2025; as ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 8 de dezembro e o pagamento ocorrerá em 16 de dezembro de 2025, sem atualização monetária. Os valores serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido ajustado de 2025; ações em tesouraria não recebem, e eventuais conversões entre PN A e PN B até a data de corte podem alterar os valores por ação.
Este movimento consolida a disciplina de capital e a resiliência operacional evidenciadas nos resultados recentes, especialmente nos resultados do 3T25 e no 9M25 com lucro de R$ 489 mi, margem resiliente e alavancagem em 1,12x, quando a companhia também destacou caixa robusto e o alongamento do perfil da dívida após a 10ª emissão de debêntures. Esse reprofiling, somado ao foco em eficiência e ao avanço dos projetos (modernização de Cubatão e incremento de PVC-Emulsão em Santo André), cria espaço para remunerar o acionista sem comprometer o CAPEX estratégico e a competitividade energética, inclusive via JVs e autoprodução que mitigam volatilidade de custos.
Do ponto de vista societário, a própria mecânica dos proventos ao mencionar possíveis conversões entre PN A e PN B até a data de corte reforça a agenda de simplificação e liquidez das preferenciais. Essa linha é coerente com a eleição de Rogério Machado Moraes para liderar Gente e Cultura e o reforço de governança e previsibilidade societária (incluindo a conversão de PN A em PN B), sustentando uma política de capital disciplinada que conecta execução operacional, estrutura de capital robusta e remuneração consistente ao acionista.







