No 3T25, a Unipar reportou lucro líquido de R$ 107 mi, EBITDA de R$ 260 mi e EBITDA ajustado recorrente de R$ 266 mi (margem de 20%) sobre receita de R$ 1,261 bi. Na comparação, o lucro recuou 54% vs. 2T25 e 9% vs. 3T24; o EBITDA caiu 33% sequencialmente e avançou 24% ano a ano; a receita ficou 1% abaixo do 2T25 e 8% inferior ao 3T24. No 9M25, lucro de R$ 489 mi (+85%), receita de R$ 3,904 bi (+3%) e EBITDA ajustado recorrente de R$ 927 mi (+52%). Operacionalmente, a eletrólise rodou a 77% (Brasil 80%, Argentina 67%); 92% da receita veio dos mercados locais e 84% do volume de vendas de químicos. A empresa destacou austeridade de custos fixos e 63% de energia limpa de autoprodução no Brasil, mesmo com curtailment de 17% pela ONS. O resultado financeiro líquido foi -R$ 55 mi e a alavancagem encerrou em 1,12x DL/EBITDA UDM. Esses números, com margem resiliente apesar do ambiente de preços e do curtailment, dão continuidade ao ciclo de eficiência descrito na Visão Institucional de 18/09/2025, que destacou a operação plena de Camaçari, o alongamento da dívida pela 10ª emissão e JVs de energia.

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Do lado do balanço, a emissão de debêntures de R$ 900 mi em jul/25, seguida do resgate integral da 6ª e 7ª emissões, alongou o prazo médio para 76 meses e concentrou 90% dos vencimentos após 2029. Com caixa de R$ 1,72 bi e cobertura de 47 meses de amortizações, a Unipar preserva flexibilidade para o CAPEX de modernização de Cubatão e o incremento de PVC-Emulsão em Santo André, apoiada por desembolsos de BNDES e ECA. Esse reprofilamento reforça a disciplina de capital e conversa com a agenda de governança e liquidez da conversão de preferenciais PN A em PN B, que reforçou liquidez e previsibilidade societária sem alterar o capital total, favorecendo custo de capital e execução em janelas de mercado voláteis.

Estrategicamente, a modernização de Cubatão avança para a conclusão dentro do cronograma e o aumento de 6 kta em PVC-Emulsão em Santo André segue em fase final, enquanto, na Argentina, o exercício da opção para deter 100% da Solalban Energía busca resguardar a competitividade no suprimento elétrico das operações locais. Essa expansão, com maior complexidade operacional e metas de produtividade e segurança, demanda reforço de liderança e cultura organizacional; nesse sentido, a eleição de Rogério Machado Moraes para liderar Gente e Cultura em 13/11/2025, alinhada ao rating AA+(bra) e à agenda de expansão com disciplina dá continuidade à profissionalização necessária para capturar ganhos de eficiência, padronizar processos em múltiplas plantas e sustentar o ciclo de investimentos em cloro-soda e PVC.

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