Nesta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, a Armac (ARML3) assinou Contrato de Compra e Venda para adquirir 100% da Braslift, atribuindo enterprise value de R$ 155 milhões e considerando dívida líquida de R$ 37 milhões. O preço será pago 40% à vista no fechamento (R$ 47,2 milhões) e o saldo em três parcelas anuais corrigidas pelo CDI, com holdbacks para contingências; o fechamento depende da aprovação do CADE. A transação amplia a escala e fortalece a Unidade de Empilhadeiras, que já supera R$ 150 milhões de EBITDA — cerca de 2,5x o EBITDA da Bauko (origem da BU, adquirida em nov/2021). Fundada em 1999 e sediada em Curitiba (PR), a Braslift opera frota de mais de 1.000 ativos com idade média inferior a 3 anos e mantém contratos de longo prazo em Alimentos, Agroindustriais e Logística. Anualizando resultados recentes e contratos em implantação, a companhia deve alcançar em 2026 receita bruta de locação de R$ 75 milhões, EBITDA de aproximadamente R$ 45 milhões e ROIC anualizado acima de 20%. A operação foi aprovada pelo Conselho, não é investimento relevante, não requer Assembleia e não enseja direito de recesso.

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O movimento dá continuidade à estratégia de crescimento seletivo por aquisições complementares, muito próxima do bolt-on regional anunciado em 06/11/2025, com aquisição de 60% da Engelog, que combinou frota jovem e contratos de longo prazo para elevar ocupação e capturar sinergias. Ao integrar a Braslift, a Armac densifica a presença em intralogística no Sul, adiciona mais de mil equipamentos a uma BU que já exibe EBITDA superior a R$ 150 milhões e amplia a recorrência com clientes de alimentos, agroindústria e operadores logísticos. A origem em contratos longos e a juventude da frota favorecem a conversão de EBITDA em caixa e reduzem custo de manutenção, mantendo a tese de eficiência como vetor de expansão, sem diluir o foco em retorno.

A estrutura de pagamento — 40% à vista e o restante em três parcelas anuais atreladas ao CDI, com holdbacks — preserva liquidez e dialoga com o alongamento de passivos proporcionado pela 6ª emissão de debêntures aprovada em 12/10/2025. Ao casar passivos indexados ao CDI com desembolsos escalonados e cláusulas de mitigação, a companhia reduz pressão sobre capital de giro, mantém a alavancagem em trajetória controlada e assegura fôlego para integrar a operação enquanto aguarda o crivo do CADE. O enquadramento como investimento não relevante e a dispensa de deliberação da Assembleia reforçam o pragmatismo: crescer por aquisições menores, com risco regulatório e financeiro bem delimitado.

Além disso, a aquisição reforça a virada para eficiência e retorno, em linha com os resultados do 3T25, quando a Armac elevou a utilização média, recuperou margens e destacou a rotação de ativos e a desmobilização de contratos de menor rentabilidade. Ao incorporar uma carteira com ROIC acima de 20% e contratos em implantação, a BU de Empilhadeiras tende a ganhar escala com margens resilientes, acelerando a conversão de EBITDA em caixa. Assim, o negócio com a Braslift se encaixa como capítulo natural do segundo ciclo: menos CAPEX orgânico intensivo, mais seletividade e ganho de produtividade sobre bases já estabelecidas.

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