No Kepler Day 2025, a Kepler Weber apresentou que sua margem EBITDA atingiu 15,1% nos 9M25 e reforçou a tese de “novo patamar de rentabilidade”: enquanto 2015–2017 registraram margens abaixo de 5%, 2024–2025 vêm acima de 15%. No plano KW 2030, a empresa organizou três frentes — Fortalecer a liderança, Ampliar mercados endereçáveis e Gerar valor conectando o agronegócio — sobre um mercado potencial que combina R$ 6 bi em armazenagem, R$ 10 bi em infraestrutura e R$ 800 bi no agro. Em execução, destacou 33% de ganho de eficiência em atendimentos, mais de R$ 1 bi em negócios protocolados em feiras em 2025, redesenho do fluxo de pedidos com meta de reduzir o lead time em 20% em 2025 e 45% até 2026, além de aceleração internacional e de lançamentos (Seletron +160% entre 2023 e 2025; lançamentos indo de 3% para 11,5% da receita desde 2022).
Este resultado consolida a virada operacional e o mix mais resiliente que a companhia vinha sinalizando, com maior peso de Internacional, Portos & Terminais e Serviços/Reposição sustentando margens em um agro doméstico heterogêneo — dinâmica já capturada no desempenho do 3T25, quando a margem EBITDA chegou a 17,4% e houve avanço de Internacional e Portos & Terminais. No Kepler Day, a companhia também evidenciou a contribuição de PD&I (0,71% da receita líquida em 2025, +50% vs. 2024), 122 projetos e 63% da receita mensal vindos de novos produtos e versionamentos em outubro, além de base digital conectada que saltou de 20 MM t (2023) para mais de 48 MM t (2025) e o Keplerflix como canal de capacitação setorial.
Na agenda de capital, a estabilidade de margens e a geração de caixa sustentam previsibilidade e reforçam disciplina alocativa. Esse fio condutor fica claro com a aprovação de dividendos intercalares em 19/11/2025, que suaviza sazonalidade de remuneração e sinaliza confiança no balanço sem abrir mão de opcionalidade para crescimento. A coerência entre execução operacional (redução de lead time, maior recorrência via serviços e portfólio tecnológico) e retorno ao acionista amplia a visibilidade do ciclo 2025–2026, enquanto a Argentina ganha tração ao saltar de 3% para 17% de representatividade de 2024 para 2025 e os lançamentos passam a representar 11,5% da receita no acumulado de 2022 a 2025.
No vetor de expansão geográfica e ampliação de mercados endereçáveis, o KW 2030 dialoga com a busca por canais, tecnologia e pós-venda mais robustos. Essa direção estratégica se alinha à exclusividade de 90 dias para avaliar uma potencial combinação com a GPT — movimento não vinculante que pode acelerar sinergias em automação e cobertura internacional caso avance, preservando rito, confidencialidade e disciplina de capital. Em conjunto, as metas de redução de lead time (45% até 2026), o pipeline de lançamentos 2025/2026 e a crescente base conectada reforçam a proposta de reduzir a ciclicidade do agro, elevar recorrência e sustentar o “novo piso” de rentabilidade.







