Em 25 de novembro de 2025, o Banco BTG Pactual (BPAC3, BPAC5, BPAC11) respondeu ao Ofício nº 324/2025/CVM/SEP/GEA-1 afirmando que o banco e suas subsidiárias não participam de negociações ligadas à reportagem do Correio do Estado MS (24/11/2025), a qual mencionava “entrada do BTG no capital da Cosan, mediante aporte de R$ 4,5 bi” e eventual interesse em “reestruturação do capital da Raízen” com injeção “de até R$ 10 bi”. A companhia reiterou não haver elementos que caracterizem fato relevante, posição já exposta no Ofício nº 232/2025/CVM/SEP/GEA-1, de 26/09/2025. A CVM solicitou esclarecimentos quanto à veracidade da notícia e, se aplicável, as razões para a ausência de fato relevante, com prazo até 25/11/2025 e multa cominatória em caso de descumprimento. O comunicado é assinado pelo diretor de RI, Renato Hermann Cohn.

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O posicionamento preserva o padrão de governança do BTG: comunicar apenas eventos materiais com escopo, condições e cronograma definidos, evitando ruído e separando optionalidade estratégica de fatos que demandam disclosure. Essa diretriz já aparecia no fato relevante de 13 de outubro sobre a incorporação do Banco Pan, que remeteu ao esclarecimento à CVM em setembro e reforçou a disciplina de disclosure e o apetite seletivo para M&A. Ao refutar envolvimento nas operações citadas em Cosan/Raízen, o banco mantém coerência com a priorização de iniciativas sob controle direto e com visibilidade de execução, reduzindo assimetria informacional e preservando a previsibilidade na comunicação ao mercado. Em paralelo, a agenda corporativa do 4º tri segue concentrada em simplificação societária e captura de sinergias, como evidenciam os protocolos aprovados em 18 de novembro que operacionalizam a unificação das bases acionárias do PAN sob um único ticker, preparando a internalização de eficiência e o alinhamento regulatório e assemblear.

No eixo de resultados, a narrativa também é consistente: os números do 3T25 evidenciaram a relevância do PAN na linha de Participations e anteciparam as eficiências a capturar com a incorporação, ao mesmo tempo em que o banco demonstrou crescimento com disciplina de risco e capital confortável. Diferentemente das especulações sobre aportes na Cosan (R$ 4,5 bi) e na reestruturação da Raízen (até R$ 10 bi), a geração de valor de curto prazo segue ancorada na execução da integração do PAN, na simplificação societária e no cross-sell para PMEs e pessoa física. Em síntese, o comunicado à CVM confirma a continuidade de uma estratégia que privilegia materialidade, transparência e foco nas frentes já delineadas ao mercado.

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