Nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, a Auren Energia (AURE3) aprovou o 2º Programa de Recompra para aquisição de até 450.000 ações ordinárias, por até 30 dias, com objetivo de cumprir obrigações do Plano de Outorga de Ações Restritas. O montante representa 0,04% do total de ações e 0,14% do free float. Antes do início, a companhia tinha 318.249.925 ações em circulação e 5.400.000 em tesouraria. As compras ocorrerão na B3 a preço de mercado, com a Itaú Corretora como intermediária, e as ações poderão permanecer em tesouraria, ser alienadas ou canceladas, sem redução do capital, conforme a Lei das S.A. e a Resolução CVM 77. Enquanto em tesouraria, não há direitos patrimoniais ou políticos; as operações serão suportadas pela Reserva de Capital prevista no Estatuto, e os detalhes exigidos pelo Anexo G da Resolução CVM 80 constam na ata do Conselho.

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O movimento dá continuidade a uma disciplina de gestão de capital focada em previsibilidade e governança de remuneração: ao limitar o volume e o prazo, a companhia atende o plano de ações sem comprometer liquidez ou alocação estratégica. A decisão vem na sequência dos resultados do 3T25, pressionados por GSF e curtailment, quando a alavancagem atingiu 4,9x Dívida Líquida/EBITDA UDM e o trimestre registrou prejuízo. Nesse contexto, a opção por um programa de recompra restrito e claramente vinculado ao plano de incentivos sinaliza prudência: preserva caixa e flexibilidade operacional enquanto estabiliza a política de retenção de talentos, evitando a leitura de distribuição extraordinária ampla em um momento de maior volatilidade hidrológica e de escoamento.

Além disso, a iniciativa conversa com a agenda de fortalecimento do balanço e monetização de ativos regulatórios, uma vez que potenciais entradas de caixa futuras podem reabrir espaço para decisões de capital mais amplas. Esse eixo foi reforçado pela indenização de R$ 498,8 milhões reconhecida pela ANEEL referente à BRR das UHEs Jupiá, Ilha Solteira, Paraibuna e Jaguari, ainda dependente de homologação e cronograma pelo MME. Até que o fluxo seja definido, a empresa mantém a coerência estratégica: captura sinergias operacionais, modula o portfólio com a flexibilidade hídrica e calibra instrumentos de capital — como recompras para planos de ações — de forma tática, preservando a trajetória de solidez enquanto avança na integração do portfólio e em possíveis reorganizações societárias anunciadas para os próximos anos.

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