A Celesc Distribuição S.A. anunciou sua 9ª emissão de debêntures simples, quirografárias, em série única, no montante de R$ 500 milhões, com remuneração de 100% da Taxa DI acrescida de 0,30% ao ano (base 252), vencimento em 28 de fevereiro de 2027 e fiança da CELESC. A oferta, registrada sob rito automático, será pública e destinada exclusivamente a Investidores Profissionais, com o Bradesco BBI como coordenador líder sob regime de garantia firme para o total, a ser exercido apenas em caso de demanda insuficiente. Este movimento consolida a disciplina financeira e o acesso a funding competitivo, em linha com a afirmação do rating AA(bra) pela Fitch em 27 de outubro de 2025, agora replicada na classificação da nova emissão informada hoje.

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Do ponto de vista de estrutura de capital, a indexação ao CDI mantém coerência com o endividamento majoritariamente pós-fixado da companhia e permite capturar um custo alinhado ao risco de crédito. O alongamento de prazo até 2027, a amortização em parcela única no vencimento e a destinação a reforço de caixa/capital de giro criam uma ponte de liquidez para um período de investimentos relevantes, sem pressionar o cronograma de vencimentos. Diferentemente de captações direcionadas a projetos específicos, a flexibilidade do uso dos recursos ajuda a mitigar a sazonalidade regulatória e operativa. Esse desenho dialoga com o que se viu recentemente em performance: margem regulatória sustentada, qualidade dentro dos limites da Aneel e capex elevado, enquanto o resultado financeiro refletiu o CDI alto; tais vetores foram visíveis nos resultados do 3T25, com EBITDA robusto, capex de R$ 385,7 milhões e impulso do ciclo tarifário, fornecendo lastro operacional para a operação.

No lado da demanda, a tese de crédito também se apoia em um mercado de concessão em expansão, com crescimento do consumo total e avanço do mercado livre, elementos que ampliam a previsibilidade de fluxo de caixa sob o modelo regulatório. Esse pano de fundo, somado à melhora de qualidade e à disciplina de investimentos, tende a reduzir riscos operacionais e suavizar a volatilidade de PLD no resultado consolidado ao longo do ciclo. A tendência foi ilustrada pelo aumento de 3,7% da energia faturada e de 3,6% das unidades consumidoras no 3T25, reforçando a capacidade de monetização da base e a atratividade da emissão para Investidores Profissionais sob garantia firme de colocação.

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