Na quinta-feira, 13 de novembro de 2025, a Neoenergia (NEOE3) informou que a Science Based Targets initiative (SBTi) validou suas metas de redução de gases de efeito estufa (GEE), com compromisso de emissões líquidas zero em toda a cadeia de valor até 2039, tendo 2021 como ano base. Entre os objetivos aprovados estão: reduzir as emissões do Escopo 1 por MWh de geração em 73% até 2030 e 85% até 2039; reduzir em 73% por MWh até 2030 e 83% até 2039 as emissões combinadas dos Escopos 1, 2 e 3 vinculadas a combustíveis e energia de toda a eletricidade vendida; e cortar em termos absolutos as emissões remanescentes do Escopo 3 em 42% até 2030 e 90% até 2039. A validação alinha a empresa à trajetória de 1,5°C do Acordo de Paris e reforça o protagonismo em transição energética.

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Este movimento consolida a estratégia de descarbonização com previsibilidade, ao conectar metas de intensidade por MWh a decisões de portfólio e contratação de longo prazo com clientes corporativos. Um exemplo é o acordo com a Ambev em Oitis que estruturou a autoprodução por equiparação a partir de fonte eólica. Ao usar contratos de longo prazo e reciclar participações nas SPEs, a Neoenergia reduz a volatilidade da geração, fortalece a bancabilidade dos projetos e cria alavancas para reduzir a intensidade de emissões por MWh tanto no Escopo 1 (mix mais limpo) quanto no escopo ligado à eletricidade vendida, endereçando o pilar de descarbonização com previsibilidade de caixa.

Do ponto de vista de execução, metas validadas pelo SBTi exigem governança capaz de acelerar decisões, rotação seletiva de ativos e priorização de CAPEX em infraestrutura de rede que viabilize mais renováveis no sistema. Esse arcabouço ficou mais enxuto após a simplificação de governança com maior controle da Iberdrola e decisões mais ágeis, que já vinha sendo vinculada a uma agenda de alocação de capital disciplinada. Em outras palavras, a validação não é um ponto isolado, mas a formalização de um plano que depende de escolhas rápidas de portfólio, padronização de métricas e integração com a matriz global da controladora.

Na alocação de capital, a ênfase em redes é o lastro financeiro e operacional para cumprir metas de intensidade, já que digitalização, combate a perdas técnicas e integração de geração distribuída diminuem emissões do sistema por MWh entregue e aumentam eficiência. Essa prioridade já estava explícita no factbook 2024 que reforça o foco em redes (CAPEX 98% em distribuição e transmissão) e a rotação seletiva de ativos. Ao combinar PPAs renováveis, governança simplificada e um ciclo regulatório que remunera investimentos via Parcela B, a companhia cria um trilho claro: reduzir a intensidade de emissões até 2030, pavimentar o net zero da cadeia até 2039 e, ao mesmo tempo, preservar retorno regulado e qualidade de serviço.

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