Nesta quinta-feira (18/09/2025), a Unipar apresentou a "Visão Institucional: Negócio, Governança e Investimentos" com números que reforçam a melhora do ciclo: lucro de R$ 382 milhões no 1S25, EBITDA de R$ 725 milhões (margem de 27%) e receita líquida de R$ 2,6 bilhões. No mix do semestre, 40% da receita veio de soda cáustica, 38% de PVC e 22% de clorados, em linha com a posição declarada de liderança em cloro e soda e vice-liderança em PVC na América do Sul.
Este desempenho consolida a virada operacional vista no 2º trimestre, quando a operação de Camaçari (BA) passou a contribuir integralmente e a estrutura de capital foi alongada. A empresa já havia destacado a operação plena de Camaçari e o reprofilamento da dívida pela 10ª emissão de debêntures como vetores da expansão de rentabilidade, combinados com melhor preço de soda e maior utilização dos ativos. O reforço na base energética com fontes renováveis também sustenta as metas ESG agora reiteradas, conectando produtividade, eficiência de custos e a ambição de reduzir emissões e a intensidade hídrica no horizonte 2025–2030.
Do lado da disciplina de capital, a companhia reporta R$ 650 milhões em dividendos pagos até agosto, mantendo caixa robusto de R$ 1,8 bilhão em junho, rating AA+(bra) e 91% dos vencimentos a partir de 2029 após a 10ª emissão. Esse fluxo ao acionista dá continuidade à distribuição de R$ 400 milhões aprovada em agosto, sem comprometer a capacidade de investimento. Na prática, a Unipar financia simultaneamente modernizações em Cubatão e Santo André, aumento de capacidade em cloro/soda e PVC-Emulsão, a nova unidade no polo de Camaçari e JVs de energia renovável, apoiando estabilidade de margem com 485 MW instalados (159 MW médios contratados para as operações no Brasil).
Estratégia e balanço preparados também habilitam movimentos inorgânicos. O reforço de caixa, o alongamento da dívida e a geração operacional criam opcionalidade para alocação eficiente, em linha com o acordo de confidencialidade firmado com a Braskem para avaliar aquisição de ativos. Assim, a agenda atual combina crescimento orgânico (capex e energia limpa), disciplina de capital (dividendos recorrentes) e opcionalidade de M&A, compondo uma trajetória de fortalecimento competitivo no ciclo de cloro-soda e PVC.







