A Ultrapar (UGPA3) reportou no 3T25 lucro líquido de R$ 772 milhões, receita de R$ 37,1 bilhões, EBITDA Ajustado de R$ 1,9 bilhão e EBITDA Ajustado recorrente de R$ 1,8 bilhão. A geração de caixa operacional somou R$ 2,1 bilhões, com investimentos de R$ 756 milhões e alavancagem recuando de 1,9x no 2T25 para 1,7x. Entre os destaques, a consolidação da Hidrovias do Brasil desde maio/25, créditos fiscais extraordinários na Ipiranga e avanço no combate a ilegalidades no setor. Por negócios: Ipiranga cresceu volumes (+1% a/a; +8% t/t) e apurou EBITDA recorrente de R$ 892 mi; Ultragaz vendeu 446 mil t (-6% a/a; +3% t/t) e teve EBITDA recorrente de R$ 463 mi; Ultracargo faturou 3.845 mil m³ (-12% a/a; +4% t/t) com EBITDA de R$ 134 mi; Hidrovias registrou volume de 5,182 mi t e EBITDA recorrente recorde de R$ 361 mi. No período, houve expansão do terminal de Santos (+34 mil m³), redução de R$ 258 mi no risco sacado e pagamento de R$ 326 mi em dividendos.

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Este resultado consolida a agenda apresentada nas alavancas e pipeline de infraestrutura e energia detalhados no Ultra Day 2025, que priorizam expansão logística (Ultracargo), segurança de abastecimento via GLP e disciplina de capital. O avanço de 18% do EBITDA recorrente a/a e de 21% t/t, além da queda da alavancagem para 1,7x, evidenciam execução consistente. A expansão em Santos adiciona capacidade no Sudeste enquanto a aprovação do CADE para o terminal de GLP em Pecém reforça a estratégia para o Norte/Nordeste. Já a consolidação da Hidrovias desde maio/25 fortalece a resiliência e a lógica de plataforma multimodal, integrando armazenagem, dutos, cabotagem fluvial e soluções portuárias.

No eixo de portfólio, a venda da operação de cabotagem concluída em 3 de novembro/25 dá continuidade à simplificação na Hidrovias e recicla capital para negócios mais sinérgicos e previsíveis. O recorde de EBITDA recorrente da Hidrovias no trimestre, somado à redução do risco sacado e ao pagamento de dividendos, sustenta a tese de retorno por ação com desalavancagem gradual. Na Ipiranga, volumes em alta e créditos fiscais extraordinários sustentaram margens em um ambiente ainda pressionado por práticas ilegais — tópico reforçado pela Operação Carbono Oculto —, enquanto Ultragaz e Ultracargo mostram tração operacional com ganhos de eficiência e capacidade incremental.

Em crescimento adjacente e descarbonização, a aquisição de 37,5% da Virtu GNL amplia a presença em logística de baixo carbono e conecta a malha da Ultrapar a corredores de substituição do diesel, dialogando com o futuro terminal de GLP em Pecém e com a expansão de Ultracargo. Assim, a companhia costura uma narrativa de multimodalidade eficiente — GLP, GNL e armazenagem integrada — sustentada por disciplina de capex, simplificação do portfólio e fortalecimento financeiro. A teleconferência de 13/11 deve detalhar ramp-up de ativos, alocação de capital e a captura de sinergias para 2026.

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