A Vert Companhia Securitizadora concluiu em 10 de fevereiro de 2025 o bookbuilding da 100ª emissão de CRA lastreados em direitos creditórios do agronegócio devidos pela Eucatex (EUCA3, EUCA4), com aumento do volume para R$ 320 milhões após exercício integral do lote adicional, refletindo excesso de demanda superior a um terço da oferta inicial. A estrutura saiu em três séries: 1ª a 100% do DI + 0,50% a.a.; 2ª a 105,15% do DI; e 3ª a 6,50% a.a. prefixados (base 360), sob rito automático da CVM 160, com coordenação do BTG Pactual, e participação de Safra e BB-BI. O rating preliminar ficou em brAA- (S&P) e a oferta não é destinada a investidores que necessitem de liquidez.
Este movimento consolida a parceria financeira com a Eucatex e dá continuidade à lógica de funding via CRA com lastro corporativo e garantias robustas, já formalizada quando a companhia aprovou a 2ª emissão de notas comerciais com garantias reais — incluindo propriedade fiduciária de florestas — para lastrear a 109ª emissão de CRA da Vert. Essa estrutura de garantias da Eucatex com notas comerciais e propriedade fiduciária de florestas para lastrear a 109ª emissão de CRA evidencia um pipeline consistente de captações estruturadas, reforçando a coerência entre ativos de lastro e demanda de investidores por crédito de agronegócio de alta qualidade.
O forte interesse observado no bookbuilding, mesmo com séries atreladas ao DI e uma tranche prefixada, sugere apetite por duration e risco corporativo com rating elevado, além de confiança na originação da Vert e na qualidade das garantias da devedora. A combinação de prazos e indexadores diversificados tende a ampliar a base investidora e otimiza o custo de captação, enquanto o registro automático e a coordenação de bancos de primeira linha contribuem para execução ágil e distribuição ampla.
Em perspectiva estratégica, a 100ª emissão marca um marco simbólico na trilha de emissões da Vert com a Eucatex e antecipa um ciclo de operações que preserva a disciplina de garantias e a padronização documental. A continuidade dessa tese — lastro em recebíveis operacionais suportados por garantias reais e governança de risco — ajuda a explicar a tração comercial e a precificação competitiva observadas nesta oferta.







