A Metalúrgica Gerdau comunicou que, em 06/11/2025, a BlackRock passou a deter 31.452.033 ações preferenciais, equivalentes a 5,003% das PNs emitidas, além de 172.639 instrumentos derivativos referenciados em PNs com liquidação exclusivamente financeira (cerca de 0,027%). Segundo a carta, as posições têm caráter estritamente de investimento, sem intenção de alterar o controle ou a estrutura administrativa, e não há contratos que regulem direito de voto ou compra e venda. O aviso foi recebido em 10/11/2025 e divulgado conforme o art. 12, §6º, da Resolução CVM 44/2021, assinado pelo Diretor de RI, Rafael Dorneles Japur.

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Este movimento consolida, ao longo de novembro, a presença de investidores institucionais de longo prazo na base acionária. Dias antes, veículos geridos pela Dynamo elevaram sua participação, conforme o aumento de participação da Dynamo para 10,14% das PNs em 4 de novembro. Assim como no caso da BlackRock, a gestora declarou propósito estritamente de investimento e ausência de acordos de voto; a diferença é que a Dynamo não utilizou derivativos, enquanto a BlackRock reportou posição marginal com liquidação financeira. Em comum, as mensagens sinalizam estabilidade de governança e preferência do mercado por exposição sem ativismo, ancorada em fundamentos e disciplina de capital.

Do lado dos fundamentos, o recente resultado do 3T25, com robustez na América do Norte e resgate antecipado do Bond 2030 evidenciou geração de caixa consistente, margens em dois dígitos e alavancagem contida. A diversificação geográfica — com a América do Norte respondendo por parcela relevante do EBITDA — tem amortecido a pressão competitiva no Brasil causada por importações, enquanto a gestão do passivo reduz riscos e melhora o perfil de custo de dívida. Em um cenário assim, a entrada de casas globais tende a refletir uma leitura de resiliência operacional e previsibilidade de fluxo de caixa.

No eixo de alocação de capital, a antecipação do dividendo mínimo obrigatório de 2025 reforça a coerência entre CAPEX calibrado, preservação de caixa e retorno ao acionista, sustentando o apelo das PNs para investidores que buscam exposição estável sem influência societária. Em síntese, a combinação de governança estável, fundamentos sólidos e política de proventos previsível ajuda a explicar o aumento de participação divulgado hoje, que, conforme destacado no comunicado, atende aos requisitos de transparência da CVM 44/2021 e não envolve intenção de alteração de controle.

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