A Helbor encerrou o 3T25 com vendas brutas de R$ 478,8 mi (−3,1% a/a; +2,5% t/t), lançamentos de R$ 587,0 mi em três projetos e repasses de R$ 610,4 mi (+19,6% a/a; +44,2% t/t). O VSO total ficou em 16,9% (−2,1 p.p. em 12 meses) e a participação da companhia nas vendas alcançou 65,8%. Apesar do bom ritmo de repasses e das entregas (R$ 730,9 mi de VGV líquido entregue no trimestre), a receita operacional líquida recuou para R$ 232,6 mi, refletindo a metodologia PoC, que reconhece receita conforme o avanço físico das obras. Os números confirmam a leitura já indicada na prévia operacional do 3T25, que antecipou VSO de 16,9%, maior participação própria e o impacto do Collage na base de cálculo, reforçando a busca por mais controle societário em projetos estratégicos.

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Do lado comercial, a combinação de lançamentos — Stay Moema, Collage Bela Vista (461 unidades) e a 3ª fase do Patteo Mogilar — sustenta a cadência de vendas e amplia o pipeline em praças de alta liquidez. O salto dos repasses, somado a entregas relevantes (Reserva Caminhos da Lapa, New Patteo Osasco e Figueira Leopoldo), cria um colchão de geração de caixa que tende a mitigar a sazonalidade do reconhecimento de receita. Esse avanço dá continuidade à estratégia de compactos em eixos centrais de São Paulo, exemplificada pelo Collage Bela Vista (100% Helbor), com vocação para renda/curta estadia e maior poder de precificação em localizações com profundidade de demanda.

Em capital e portfólio, a administração reafirmou a diretriz de reciclar ativos não estratégicos e, neste trimestre, concluiu a venda de dois terrenos (Rua Alvarenga, em SP, e Rua Príncipe Ranier, em MS), alinhando-se ao foco no Sudeste e à disciplina de alocação. O movimento consolida a estratégia iniciada na venda dos terrenos da Rua Alvarenga (SP) e da Rua Príncipe Ranier (MS) para reciclagem de capital e foco em São Paulo, liberando recursos para projetos com maior controle de participação, melhor retorno ajustado ao risco e menor dispersão geográfica — pilares que também ajudam a estabilizar a alavancagem (DL/PL de 54,5%) ao longo do ciclo de obras.

Ao mesmo tempo, a Helbor reforça uma tese de portfólio em “barbell”: compactos de alta rotação nos eixos centrais, combinados com ícones de alto padrão que elevam marca e margem. O lançamento do Casa Piauí, em Higienópolis, exemplifica o polo premium dessa curadoria, agregando escassez, diferenciação arquitetônica e tíquete mais elevado — um contrapeso saudável à velocidade dos compactos. Esse posicionamento foi explicitado no posicionamento no alto padrão com o Casa Piauí, em Higienópolis (VGV R$ 337,8 mi; 50% Helbor), e, quando conectado às entregas e repasses crescentes do 3T25, sugere uma trajetória de geração de caixa mais resiliente, apoiada na combinação de preço médio, velocidade de vendas e concentração geográfica em São Paulo.

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