Na segunda-feira, 20 de outubro de 2025, a Helbor Empreendimentos (HBOR3) iniciou as vendas do Casa Piauí, em Higienópolis (SP), um projeto de alto padrão com VGV total de R$ 337,8 milhões (50% Helbor). O empreendimento integra o Palacete da Rua Piauí (erguido entre 1916 e 1918) — restaurado com respeito ao patrimônio — e prevê 1 torre com 40 unidades: 25 de 245 m², 14 de 251 m² e 1 garden de 255 m², assinadas por Marchi Arquitetura, Fernanda Marques e Benedito Abbud. Ao posicionar um produto exclusivo em um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, a companhia aprofunda a estratégia de alocar capital em praças de alta liquidez e relevância, em linha com a venda de terrenos fora do foco para concentrar capital em São Paulo, movimento que fortalece a disciplina de portfólio e preserva margens.
Estratégicamente, o Casa Piauí reforça uma tese de portfólio “barbell”: de um lado, compactos de alta rotação e vocação para renda/curta estadia; de outro, ícones residenciais de tíquete elevado que elevam marca, preço médio e margens. No polo de compactos, a Helbor vem priorizando participação integral e eixos centrais com profundidade de demanda, como demonstrado no lançamento do Collage Bela Vista (100% Helbor) em eixo central de São Paulo. Já no polo premium, Higienópolis agrega escassez de oferta, atributos arquitetônicos e a requalificação de um bem histórico, elementos que tendem a sustentar valor por m² e diferenciação competitiva. O equilíbrio entre velocidade de vendas em compactos e margem bruta em alto padrão cria um mix mais resiliente ao ciclo, com menor dependência de descontos e maior poder de precificação.
Do ponto de vista operacional, o lançamento em Higienópolis adiciona VGV relevante com baixo número de unidades, o que tende a elevar preço médio sem pressionar a cadência comercial. A participação de 50% sugere desenho de risco/retorno calibrado para um produto de capital intensivo e execução sofisticada, preservando disciplina financeira. Esse movimento dialoga com a direção recente de aumentar controle em projetos estratégicos e concentrar o pipeline em São Paulo, mesmo enfrentando variações pontuais de VSO por timing de lançamentos de grande escala, como evidenciado na prévia operacional do 3T25, que destacou maior participação própria, landbank robusto e calibragem do portfólio. Em síntese, o Casa Piauí consolida a narrativa de foco geográfico, curadoria de produto e fortalecimento de marca, conectando liquidez e diferenciação para sustentar retornos ajustados ao risco.







