A Armac reportou 3T25 com lucro líquido de R$ 38,3 mi, EBITDA ajustado de R$ 199,3 mi e margem de locação de 50,6%, revertendo o prejuízo do 2T25, ainda que abaixo do 3T24. Este resultado consolida a virada operacional apoiada em desmobilização de contratos de menor rentabilidade, renegociação de preços e redução de glosas, e se alinha à migração do 'crescer por capex' para 'extrair retorno' apresentada no roadshow de 17/10/2025. Além da alta sequencial na receita de locação (+6,4%) e do EBITDA de locação (+18,8%), a companhia atingiu recorde de R$ 200 mi em EBITDA de Locação e Serviços e elevou a utilização média para 74,4%, com produtividade de 58,8%.
No balanço, a alavancagem ficou em 2,49x, com caixa de R$ 629,6 mi que cobre amortizações até o 4T29 e custo médio de CDI + 1,2% em prazo de 5,2 anos. O desenho reflete disciplina financeira e alongamento de passivos viabilizados pela 6ª emissão de debêntures aprovada em 12/10/2025, preservando flexibilidade para projetos com retorno e a travessia de juros elevados. Do lado do investimento, o CAPEX de R$ 180 mi foi concentrado em renovação, financiada pelos seminovos, enquanto a venda de ativos cresceu 82,7% ano a ano. A combinação de rotação de frota, ganhos contratuais e sazonalidade positiva no Spot explica a melhora sequencial; ao mesmo tempo, a gestão sinaliza cerca de R$ 750 mi em capital ocioso a vender, cujo uso será ponderado entre desalavancagem e reinvestimento.
Nas perspectivas, a Armac projeta consolidar mercados das Unidades de Negócio e citou associação com a Engelog para ampliar presença no Nordeste. O movimento dá continuidade ao bolt-on regional anunciado em 06/11/2025, com aquisição de 60% da Engelog, que adiciona carteira de longo prazo e frota jovem, elevando ocupação e conversão de EBITDA em caixa sem desviar do foco em retorno. Em conjunto, os números do 3T25 confirmam a transição para um ciclo de eficiência, com margens em recuperação e estrutura de capital preparada para capturar sinergias e oportunidades seletivas.







