A Espaçolaser (ESPA3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 24,2 milhões no 9M25. No 3T25, a receita líquida ajustada somou R$ 262,2 milhões (+10,4% a/a), o EBITDA ajustado foi de R$ 45,9 milhões (margem de 17,5%) e o lucro bruto ajustado alcançou R$ 91,7 milhões (margem de 35,0%). O system‑wide sales atingiu R$ 420,7 milhões (+3,5% a/a), chegando a R$ 1,3 bilhão no 9M25 (+8,8%). As vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 2,4% no trimestre e 7,1% no acumulado do ano; no 9M25, a receita líquida ajustada foi de R$ 818,8 milhões (+7,6%) e o EBITDA ajustado totalizou R$ 190,7 milhões (margem de 23,3%). Operacionalmente, o ticket médio subiu para R$ 1.455 (+8,1% a/a), os cancelamentos recuaram para 12,0% da receita bruta (−0,4 p.p. a/a) e o NPS ficou em 87,3. A rede encerrou o trimestre com 887 lojas (809 no Brasil e 78 no exterior). O fluxo de caixa operacional ajustado foi de R$ 84,0 milhões, com conversão de 183% do EBITDA em caixa, e a alavancagem fechou em 1,90x dívida líquida/EBITDA. Em eficiência, o custo médio por loja foi de R$ 101,3 mil/mês e a troca do consumível de gás por resfriadoras em 354 lojas gerou economia de R$ 4,7 milhões vs. 3T24. Na receita, houve efeito não recorrente de R$ 2,0 milhões pela adoção do reconhecimento imediato dos cancelamentos e reversão pontual de provisão de ISS (ajustada negativamente para fins gerenciais). No internacional, as vendas do 3T25 foram de R$ 18,5 milhões na Argentina, R$ 2,8 milhões na Colômbia e R$ 10,2 milhões no Chile; no Brasil, o formato temporário “Laser Shop” elevou a participação masculina para 14,1% em agosto.

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Nos eventos subsequentes de outubro, a companhia liquidou R$ 682 milhões em dívidas a CDI + 4,50% e contratou R$ 663 milhões via Nota Comercial (CDI + 2,95%) e Debêntures (CDI + 3,25%), visando reduzir custo e capturar eficiência fiscal; a simulação indica alíquota efetiva pró-forma de IR/CS de 12,2% (de 79,8%). A decisão alinha-se com a simplificação do passivo e a disciplina de capital evidenciadas pelo resgate antecipado total da 3ª emissão de debêntures. Na prática, a substituição de passivos mais caros por instrumentos a spreads menores comprime a despesa financeira, melhora o perfil de endividamento e, somada à conversão de 183% do EBITDA em caixa e à alavancagem de 1,90x, desenha trajetória de liquidez mais folgada e de tributação efetiva otimizada. Essa engenharia financeira reforça a tese de margens sustentáveis e cria espaço para acelerar iniciativas comerciais e a expansão seletiva internacional sem pressionar o capital próprio.

No front operacional e de portfólio, a companhia confirmou a venda de quatro lojas próprias em Bauru (SP) e Macaé (RJ) por R$ 6,6 milhões, com royalties de 10%, preservando a presença regional e evitando sobreposição. Este movimento dá continuidade à estratégia de racionalização de ativos e fortalecimento do modelo asset‑light de franquias já detalhada na venda de quatro unidades próprias em Bauru e Macaé, trocando EBITDA de lojas próprias por receitas recorrentes de royalties e melhorando a alocação de capital. Combinada às iniciativas de eficiência (resfriadoras e controle de custo por loja), a migração reforça previsibilidade de caixa e padronização operacional para franqueados.

Em síntese, os números do 3T25 confirmam avanço de produtividade (ticket maior, SSS positivo), disciplina de custos e normalização dos efeitos de cancelamentos — com a companhia reiterando que não espera novos impactos relevantes desses ajustes. O “Laser Shop” indica novas alavancas comerciais para ampliar o público, enquanto a frente internacional avança de forma seletiva. A leitura integrada sugere uma narrativa de consolidação: redução do custo da dívida, eficiência fiscal, rede mais enxuta e crescimento via franquias, elementos que sustentam a melhora de margens e o retorno sobre o capital no ciclo à frente. A teleconferência ocorre em 7 de novembro, às 11h (Brasília) | 09h (NY).

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