A Energisa reportou um 3T25 robusto: EBITDA ajustado recorrente de R$ 2.071,0 milhões (+16,9% a/a), margem EBITDA de 23,9% (vs. 21,9% no 3T24), receita líquida ajustada de R$ 7.631,4 milhões e lucro líquido consolidado de R$ 648,4 milhões (lucro ajustado recorrente de R$ 427,6 milhões). Na distribuição, o EBITDA ajustado combinado recorrente avançou 13,8%, para R$ 1.776,6 milhões, sustentado por vendas de 10.515,7 GWh (+2,0% a/a) e disciplina operacional. Este resultado consolida a normalização operacional do 3T25, com TUSD em alta e perdas em queda, que vem fortalecendo a previsibilidade de caixa das concessões. Apesar da maior despesa financeira (R$ 784,1 milhões vs. R$ 498,4 milhões um ano antes), a alavancagem seguiu administrável (Dívida Líquida/EBITDA 12m de 3,2x), com R$ 11,75 bilhões em caixa, aplicações e créditos setoriais.

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Em transmissão, o EBITDA regulatório cresceu 28,6% para R$ 168,6 milhões, com margem de 83,2%, refletindo redução de PMSO (-25,6%) e maior receita regulatória. Essa expansão traduz a execução de obras em receita contratada de alto retorno e baixa volatilidade, elevando resiliência do portfólio e a confiabilidade do sistema. O movimento dá continuidade à etapa da expansão orgânica em transmissão energizada em Oriximiná, que adicionou RAP de R$ 7,7 milhões, ressaltando a prioridade da companhia por ativos regulados entregues dentro da janela e com métricas de qualidade que sustentam crescimento com previsibilidade.

No gás, a ES Gás apurou margem bruta de R$ 80,4 milhões (+17,3% a/a) — e, desconsiderando o efeito da PGU, a alta seria de 32,1% — enquanto a Norgás contribuiu com R$ 25,4 milhões em equivalência patrimonial. O desempenho reforça a tese de estabilidade do negócio de distribuição de gás e a integração da plataforma do grupo, dialogando com a homologação do reajuste tarifário da ES Gás com redução média de 4%, que evidenciou o mecanismo de repasse de custos da molécula e a preservação de margens. Ao agregar previsibilidade regulatória e crescimento orgânico, a Energisa amplia a base de receitas recorrentes e prepara terreno para sinergias com soluções energéticas para indústria e agronegócio.

Na (re) energisa, o EBITDA de geração distribuída avançou 24,3%, com a entrada de 7 usinas e portfólio total de 125 UFVs (467,1 MWp), evidenciando a combinação de escala e capilaridade comercial. Do lado do balanço, as captações no trimestre somaram R$ 7.594,7 milhões (103,17% do CDI), incluindo R$ 2.490 milhões em debêntures incentivadas e uma exchange offer com 84% de adesão, alongando o prazo médio em 5 anos. Este movimento aprofunda a estratégia inaugurada pela 24ª emissão de debêntures de R$ 3,65 bilhões, ao suavizar picos de vencimento, reduzir risco de rolagem e preservar liquidez para o ciclo de CAPEX em redes, transmissão e GD. Entre os efeitos não recorrentes, a marcação a mercado trouxe impacto positivo de R$ 10,5 milhões no EBITDA (ECOM) e de R$ 86,1 milhões no lucro (opções de compra em EPM e EPNE), sem alterar a mensagem central de ganho de qualidade e previsibilidade dos resultados.

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