A Vivara (VIVA3) reportou lucro líquido de R$ 175,8 mi no 3T25, com receita bruta de R$ 805,4 mi e líquida de R$ 664,5 mi; margens bruta de 71,4% e EBITDA ajustado de 26,3%. As vendas em mesmas lojas (SSS) nas lojas físicas cresceram 10,4% (Vivara +14,7%; Life +7,6%), com canais físico de R$ 690,7 mi (+16,3% a/a) e digital de R$ 112,3 mi (+11,6%). Este desempenho consolida a execução prevista no roteiro do 'Almoço Vivara & Sell-side', que apresentou o Projeto Prisma (estoques e conversão de caixa), a priorização de shoppings e o novo CD no ES. A expansão de margens refletiu iniciativas de precificação, mix com maior contribuição de subcategorias Vivara e avanço na internalização da produção Life, apoiadas por participação de mercado de 22% e uma base de 2,3 milhões de clientes ativos.
A expansão seguiu com abertura líquida de 5 lojas no 3T25, totalizando 474 pontos de venda, incluindo o projeto-piloto internacional com uma loja no Panamá e presença agora em 100% dos estados brasileiros. O guidance de 40–50 aberturas em 2025 foi reiterado, com aceleração prevista do ritmo em 2026, reforçando a Life como vetor de capilaridade e a tese de penetração seletiva em shoppings sem diluição de margens. Esses passos evidenciam a continuidade de pilotos e a disciplina de capital comunicada ao mercado no esclarecimento à CVM de setembro, que reafirmou a expansão da Life, os pilotos (loja de rua e internacional) e o guidance de 40–50 aberturas.
Operacionalmente, o estoque aumentou 8,5% versus o 2T25 para capturar a sazonalidade forte de Black Friday e Natal, com 130 kg de ouro além do necessário para a produção do 4T, enquanto seguem iniciativas de otimização (redistribuição entre lojas e derretimento de itens de giro lento). A mudança contábil à luz do CPC 16 realocou Gastos Gerais de Fabricação para o estoque, com reconhecimento no custo quando da venda — ajuste que afeta o timing do custo, mas preserva a lógica econômica e melhora a comparabilidade de margens ao longo do ciclo de vendas.
Nos destaques financeiros, o capex foi de R$ 22,2 mi (-35,6% a/a) e houve consumo de caixa operacional de R$ 11,1 mi devido à antecipação de R$ 90 mi em recebíveis de cartão; sem esse efeito, a geração operacional seria de R$ 77,8 mi. A alavancagem permanece baixa (dívida líquida/EBITDA de 0,4x), com redução de R$ 225 mi nas linhas de risco sacado, abrindo espaço para a expansão orgânica e o reforço de portfólio (incluindo a retomada da parceria com a Disney). Para o restante de 2025, o foco é capturar a sazonalidade de Black Friday e Natal, iniciar a operação do novo CD no ES e entregar o bottom line do guidance anual, alinhando calendário de lançamentos e SSS ao backbone industrial e logístico construído.







