Em 4 de novembro de 2025, o Grupo Toky (TOKY3) informou ter recebido carta da DSK CAPITAL TOK FIP Multiestratégia comunicando a redução de sua participação para 0 ação ordinária, em razão da liquidação do fundo com entrega das ações diretamente aos quotistas. O evento foi divulgado nos termos do art. 12 da Resolução CVM 44/2021, que prevê a comunicação ao mercado quando um investidor relevante cruza o patamar de 5%. Segundo a investidora, não há posição remanescente em valores mobiliários ou derivativos referenciados em ações da companhia. O comunicado é assinado pelo diretor financeiro e de RI, Marcelo Rodrigues Marques, e inclui a íntegra da correspondência.
Na prática, trata-se de uma redistribuição de ações — e não de uma venda em mercado — que tende a aumentar a dispersão acionária, com potenciais efeitos sobre liquidez e eventual sobreoferta caso quotistas decidam alienar papéis ao longo do tempo. Esse rearranjo do quadro societário ocorre em um momento de fortalecimento de governança e diálogo com investidores, após a reorganização de governança com a posse de conselheiros independentes em outubro, que elevou o escrutínio sobre alocação de capital e estabilizou a agenda de deliberações estratégicas.
O redesenho da base acionária também dialoga com a execução da agenda financeira da companhia, que envolve equitização de passivos e simplificação societária. Em paralelo, a Toky avança com um pacote de liability management com aumento de capital e conversão de debêntures para reduzir o endividamento, potencialmente diminuindo o endividamento bruto consolidado em cerca de R$ 212 milhões e preparando assembleias e aditamentos relevantes. Nesse contexto, a dispersão decorrente da saída do FIP pode influenciar quem exercerá direitos de preferência e a dinâmica de votação, tornando ainda mais importante o alinhamento entre governança reforçada e execução do plano financeiro.







