Nesta sexta-feira, 24/10/2025, a Copel convocou assembleia especial de acionistas preferencialistas (AGESP PN), em primeira convocação para 17/11/2025, a fim de ratificar a conversão mandatória da totalidade das preferenciais na proporção de uma nova ação ordinária (ON) e uma nova ação preferencial classe C (PNC) compulsoriamente resgatável. Trata-se de um passo decisivo da migração ao Novo Mercado da B3, que exige capital composto exclusivamente por ON. A medida dá continuidade ao que foi aprovado na 212ª AGE de 22/08/2025 e aos Fatos Relevantes subsequentes, preservando o direito de recesso aos dissidentes e a disciplina de obtenção de anuências contratuais. Essa trilha jurídica já havia sido formalmente estruturada no direito de retirada comunicado em 25/08 que operacionalizou a unificação e vinculou reembolso a waivers.
Antes da AGESP PN, a companhia concluirá a “Unificação PN”, convertendo todas as PNB em PNA e creditando as novas PNA aos atuais titulares, para que a Ratificação PN ocorra com um único tipo de preferencial. Os acionistas que não votarem favoravelmente à Ratificação PN manterão direito de recesso, condicionado à posse contínua desde 23/06/2025 e aos comunicados que detalharão prazos e procedimentos. Esse passo ocorre com a base acionária estabilizada após o encerramento do recesso das ações ON sem desembolsos, o que reduziu a incerteza de caixa e facilitou a execução dos próximos passos societários, conforme o fechamento do direito de retirada sem reembolsos em 24/09, que reduziu a incerteza de caixa e alinhou a base à simplificação do capital. A confirmação dessa estabilidade e a disciplina processual minimizam ruídos de governança, aumentam a previsibilidade e sustentam a simplificação definitiva do capital, culminando no resgate das PNC e no cumprimento integral dos requisitos do Novo Mercado.
Estratégica e comunicacionalmente, a Copel vem costurando essa agenda societária com uma narrativa de “jornada de transformação”, voltada à elevação de governança, à redução do custo de capital e à ampliação de liquidez por meio de uma estrutura acionária mais simples. Esse fio condutor ajuda a enquadrar a AGESP PN como conclusão lógica da etapa iniciada na AGE de agosto, preparando a companhia para um free float mais amplo e uma base institucional de longo prazo, como explicitado na participação do CEO que conectou pós‑AGE, recesso e waivers à tese de governança.







