A Desktop (DESK3) aprovou a 9ª emissão de debêntures simples, quirografárias, em série única, no montante inicial de R$ 800 milhões (com possibilidade de lote adicional de 25%), indexadas ao IPCA e com vencimento em 15/09/2032. A oferta seguirá o rito de registro automático da CVM 160, com taxa a ser definida via bookbuilding e limitada ao maior entre a TIR do Tesouro IPCA+ 2032 acrescida de 0,20% a.a. ou 7,9579% a.a. Os recursos, nos termos da Lei 12.431/2011, do Decreto 11.964/2024 e da Resolução CMN 5.034/2022, serão destinados ao reembolso de gastos elegíveis e a investimentos no Projeto descrito na Escritura, reforçando a mensagem de alongamento de prazo e eficiência no custo da dívida.
O movimento dá continuidade à gestão ativa de passivos da companhia, após a oitava emissão de debêntures concluída em junho, que quitou a quinta emissão e reduziu o custo médio da dívida em 50 pontos-base (de CDI + 1,3% para CDI + 0,8%). Diferentemente do observado no 2º tri de 2025, quando o maior CDI pressionou despesas financeiras e reduziu o lucro, a nova emissão indexada ao IPCA tende a diversificar indexadores, mitigar a sensibilidade ao CDI e prolongar o duration, em linha com ativos de infraestrutura de longo ciclo.
Estratégicamente, a combinação de alongamento do perfil (7 anos), potencial redução de custo e elegibilidade regulatória para projetos cria espaço para sustentar a expansão orgânica e ofertas convergentes (como o Desktop Mais) sem elevar a volatilidade financeira. Isso é particularmente relevante dado o nível de alavancagem reportado no 2º tri (dívida líquida de R$ 1,63 bilhão, 2,65x EBITDA) e a necessidade de equilibrar crescimento com disciplina de capital. Em síntese, a 9ª emissão consolida a virada de liability management iniciada em 2025 e reforça a coerência entre financiamento de longo prazo e a base de ativos da companhia.







