A Randon informou que a receita líquida consolidada alcançou R$ 9,934 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, alta de 14,8% ano a ano. Em setembro, foram R$ 1.099,8 milhões, ante R$ 976,6 milhões (+12,6%), preservando o corredor mensal próximo de R$ 1,1 bilhão observado desde o meio do ano. Este desempenho dá continuidade ao checkpoint de execução apresentado no balanço de agosto que traçou o run-rate necessário para cumprir o guidance de 2025, quando a companhia somava R$ 8,834 bilhões em oito meses e explicitava a régua de R$ 12,0–13,5 bilhões para o ano. Com julho em R$ 1,2 bi, agosto em R$ 1,144 bi e setembro novamente acima de R$ 1,0 bi, o 4º trimestre fica compatível com a parte superior do intervalo se o mix apoiar. Além do crescimento a/a, as variações de dois dígitos no início do ano sinalizam efeito base e resiliência, enquanto agosto e setembro indicam normalização em patamar elevado.

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Do ponto de vista estratégico, a estabilidade do topo da linha é peça central para recompor margens e avançar na desalavancagem. No Site Visit 2025, a administração detalhou alavancagem de 3,88x e o trilho financeiro (NCG, dívida longa e equity). Desde então, a mensagem ao mercado é que manter o faturamento mensal acima de R$ 1,0 bilhão, com maior peso da reposição, funciona como alavanca para diluição de custos, recuperação do EBITDA, preservação de caixa e redução da volatilidade em um ciclo doméstico mais fraco para pesados e agro. O dado de setembro reforça essa narrativa sem depender de volumes extraordinários, mas de execução disciplinada e mix favorável.

Na frente financeira, o avanço operacional vem amparado por uma blindagem de capital construída ao longo do 3º trimestre. A companhia combinou alongamento de passivos, otimização de capital de giro e reforço de equity para atravessar o pico de alavancagem sem sacrificar prioridades como reposição e internacionalização. Esse arcabouço reduz a sensibilidade aos ciclos de pesados e agro, melhora a conversão de EBITDA em caixa e sustenta a agenda de eficiência enquanto a receita se mantém estável acima de R$ 1,0 bilhão por mês. Nesse contexto, a homologação parcial do aumento de capital em 3 de setembro materializou a perna de equity, aliviando covenants e ampliando a folga de liquidez para o 2º semestre. Somada à prática de divulgar a receita mensal — com números não auditados até ITRs/DFPs —, a companhia reforça transparência e previsibilidade, elementos-chave para sustentar o guidance de 2025 com menor risco financeiro.

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